Lara Tanaka herdou dos pais o gene da música, um dom que começou a florescer aos 4 anos de idade, com os primeiros estudos de piano, tendo a própria mãe como professora. Mas foi à base de trabalho árduo e dedicação que ela transformou talento latente em uma carreira prolífica, chegando ao cargo de maestrina do Coral Lírico de Minas Gerais e já ensaiando os próximos projetos dentro da instituição, como a criação de novos vídeos neste período de pandemia e, quem sabe, em 2021, a gravação de um disco.

Trajetória

Convidada a ser regente assistente do Coral Lírico em 2014, Lara assumiu a regência titular pouco tempo depois, “em 2015 ou 2016”, recorda. “No ano passado, o Coral se tornou patrimônio cultural de Belo Horizonte e completou 40 anos. Então, é muito gratificante fazer parte dessa celebração com todos eles (do coral)”, ressalta a maestrina, entrevista desta quarta-feira da live Dando Corda, às 21h30, no Instagram da @orquestrasesiminasmusicoop.

“Em 2001 entrei para a Fundação (Clóvis Salgado) para reger o coro infantil e fiquei lá até 2015 (neste ano, ela conciliava o cargo com o de regente assistente do Coral Lírico). Tenho uma dedicação muito grande pelo que faço. As óperas são as grandes conquistas para todos de um corpo artístico. E, pessoalmente, tive pequenas grandes realizações pessoais, que foram os festivais”, comenta Lara.

Lara Tanaka

Maestrina

Além da experiência positiva em estar em festivais de música, como ela própria ressalta, a maestrina destaca que “geralmente era a única mulher regente”, em eventos em Fortaleza, Curitiba, Juiz de Fora e Poços de Caldas, entre outras cidades. “Não era tão comum ter mulheres (nessa função). Mas hoje em dia as minorias estão ganhando mais força, graças a Deus. Espero que isso se torne normal, e me sinto lisonjeada na profissão”, diz.

Projetos

Apesar de as apresentações ao vivo estarem suspensas, o Coral Lírico não ficou parado em meio à pandemia. “Geramos vídeos coletivos, em que cada um gravava sua parte em casa. Fizemos homenagem ao Dia das Mães, ao Aldir Blanc... Daqui para frente faremos mais vídeos com a Orquestra (Sinfônica de Minas Gerais)”, relata.

Ela confessa que gostaria de, no futuro, concretizar um sonho, de ver o Coral Lírico gravando um disco. “Acho que seria interessante, talvez no ano que vem, quando retornarmos. O Coral Lírico já fez participação em muitos registros, mas não tem um registro só dele em disco. Não foi falado nada disso ainda, é uma ideia que eu gostaria de propor”, afirma.

Herança

E já que a música está no gene da família, a filha de 4 anos – mesma idade de quando Lara se iniciou no piano – já começa a seguir os passos da maestrina. “Já estou ensinando-a. Acho que, inevitavelmente, vai pelo caminho da gente”, declara Lara.