Poucos homens na história do Brasil são tão ambivalentes quanto Getúlio Vargas (1882-1954). “Do amor ao rancor; do afeto à repugnância. Getúlio é o homem dos extremos e para o bem ou para o mal, coube a ele ser o divisor de águas do país: abriu as portas para um Brasil moderno, mas também impôs a terrível ditadura militar”. A afirmativa é do jornalista Lira Neto, que lança nesta segunda-feira (25), às 19h30, no projeto Sempre Um Papo, no Espaço Multiuso Sesc Palladium, o primeiro volume da trilogia sobre o ex-presidente.

“Getúlio – Dos Anos de Formação à Conquista do Poder (1882-1930)” (Companhia das Letras) vasculha a história da figura sobre a qual mais se escreveu no país. E haveria mais a ser decifrado? “Existem zonas nebulosas que nunca foram esclarecidas. Getúlio foi um homem contraditório, que sempre esteve às voltas com os extremos”, comenta o escritor, nascido em Fortaleza.

Vencedor do Prêmio Jabuti e autor de obras como “Castello: A Marcha para a Ditadura” (Contexto, 2004), “O Inimigo do Rei: Uma Biografia de José de Alencar” (Globo, 2006), Lira, 49 anos, conta que, enquanto escrevia seus livros, sempre esteve às voltas com Getúlio. “É um personagem fascinante. Durante muito tempo hesitei em escrever sobre ele. Mas, completando os meus 50 anos, pensei: É agora ou nunca. Aqui estou encarando esse desafio”, brinca o autor.

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