Quem pegar o recém-lançado 25º disco de Lulu Santos vai se deparar com uma foto de um garotinho, ao lado de uma mulher enfeitada com pérolas e um belo vestido retrô, em frente à Casa Branca. Em tempos de photoshop, é bom explicar: o tal garotinho é o próprio Lulu. Um registro íntimo do artista que casa bem com o conceito do álbum, que ganhou o nome de “Luiz Maurício” (Sony Music) – para quem não sabe, Lulu é Luiz Maurício Pragana dos Santos.

Segundo ele, o ponto de partida para a construção do álbum é a faixa-título, uma música de autorreferência em que diz não entender de política, ter vivido uma ilusão no universo das aparências e que é perna de pau. Mas isso não é novidade na carreira, enfatiza. “O compartilhamento da vida e das experiências dela é uma constante em minha música”, afirma Lulu Santos.

A grande novidade de “Luiz Maurício” é que algumas faixas foram remixadas (a faixa-título pelo velho companheiro Memê) e as versões dançantes colocadas no início – e não ao final, como é de costume na indústria fonográfica.
“O planejamento (do conceito do álbum) se deu durante a mixagem, a finalização do álbum. Foi aí que, mediante o que tinha gravado, tomei as decisões que fizeram o álbum ter o desenho ideal. Antes disso, havia as canções”, afirma Lulu.

O álbum marca ainda novas parcerias. “SDV (Segue de Volta?)” foi feita com Dadi (leia entrevista na página ao lado), e brinca com o vício em redes sociais. “Michê” conta com Mr. Catra como parceiro na composição e na execução. Na verdade, é uma intervenção do funkeiro em “Chega de Longe”, parceria de Lulu com Jorge Ailton e com Alexandre Vaz, lançada por Ailton em 2013, em seu segundo álbum, “Canções em Ritmo Jovem”.