A morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez, ocorrida hoje no México, aos 87 anos, causou impacto no meio artístico. Políticos, escritores, editores e artistas lamentaram a perda do Nobel de Literatura, autor de livros como "Cem Anos de Solidão".

Confira abaixo algumas das reações à morte de García Márquez.

"Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos. Solidariedade e condolências à família. Os gigantes nunca morrem." 
JUAN MANUEL SANTOS, presidente da Colômbia, no Twitter

"Ainda estou abalado com a notícia, um autor desse quilate, uma estrela do nosso catálogo, que também era um amigo. Há muito tempo ele não vinha para o Brasil por causa da saúde dele. Apesar de a gente esperar por isso, é um choque. É um dos grandes expoentes da literatura, no plantel de ganhadores do Nobel ele se destaca entre os mais importantes. Foi um grande precursor da América Latina no cenário da literatura mundial, a partir dele a literatura da América do Sul passou a ser considerada mundialmente."
SÉRGIO MACHADO, dono da Record, que edita seus livros no Brasil.

"Querido Gabo, você me disse uma vez que a vida não é o que alguém viveu, mas a vida como esse alguém se lembra dela e como ele se lembra dela para recontá-la...sua vida, querido Gabo, será lembrada por todos nós como um presente único e singular, e a história mais original de todas. É difícil dizer adeus a você com tudo que você nos deu! Você sempre estará em meu coração e nos corações daqueles te amavam e te admiravam."
SHAKIRA, cantora colombiana, em seu site oficial

"Foi um grande escritor universal, apesar de muito identificado com a América Latina e com o realismo mágico. Lido e entendido em qualquer lugar. Era um escritor muito criativo, em inventar histórias, situações. Essa criatividade encantava seus leitores."
LUIS FERNANDO VERISSIMO, escritor, em entrevista à GloboNews

"É uma grande tristeza para todo mundo, mas a obra dele fica. A hora que quiser falar com García Márquez, pegue um livro dele e leia. Não era apenas a forma dele escrever, a maneira de dizer, mas também a história que ele estava contando. Ele escreveu livros absolutamente excepcionais."
ROBERTO DAMATTA, escritor e antropólogo, em entrevista à GloboNews