Harry Potter pôs a bruxaria novamente em evidência nos cinemas, com as suas varinhas de feitiço, vassouras voadoras e chapéus em forma de cone. Mas esse terreno continua predominantemente feminino, atraindo atrizes famosas que, se agora abrem mão de adicionar uma verruga no nariz, divertem-se exibindo várias formas de maldade. 
 
Angelina Jolie é um bom exemplo. Na próxima quinta, a poucos dias do Halloween, ela estará mais uma vez nas telas de cinema como uma poderosa feiticeira em “Malévola 2: Dona do Mal”. A ideia de encarnar as vilãs de alguns dos melhores contos infantis, como Branca de Neve e João e Maria, já seduziu nomes como Julia Roberts, Charlize Theron, Susan Sarandon e Michelle Pfeiffer.
 
Uma ótima medida para saber a importância de ter uma bruxa no currículo é perguntar quem é a mocinha desses filmes? O leitor provavelmente custará a lembrar de Lilly Colins em “Espelho, Espelho Meu”, filme de 2012 estrelado por Julia Roberts e baseado na clássica história de Branca de Neve; ou mesmo de Elle Fanning no primeiro “Malévola”, lançado em 2014, já que todos os holofotes estavam voltados para Angelina.
 
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Continuação de filme protagonizado por Angeline Jolie estreia nesta quinta-feira

Crítico de cinema e editor do caderno de cultura do jornal “Correio da Paraíba”, Renato Félix lembra daquela que é a maior de todas as feiticeiras do cinema: a Bruxa Má do Oeste, do filme “O Mágico de Oz” (1939). “Não por acaso, foi eleita uma das grandes vilãs do cinema americano, ocupando o quarto lugar em uma pesquisa realizada pelo American Film Institute, em 2003”.
 
Félix também destaca a Rainha Má de “Branca de Neve e os Sete Anões”, de 1938, primeiro longa de animação da história. “Acho ainda muito impressionante a cena de transformação da Rainha em velha no filme, hoje um dos grandes momentos da animação”, afirma. 
 
E para continuar nesta seara da animação, pródiga em bruxas maléficas, ele cita Madame Min, de “A Espada Era a Lei” (1963), e a Maga Patalógica, de “Duck Tales”, desenho que ganhou duas versões na telinha, em 1987 e em 2017.
 
Se é para ficar no gênero terror, Félix escolhe “A Bruxa”, de 2015, em que a dona de poderes sobrenaturais ganha um tom mais realista, sem as roupas espalhafatosas, o humor sarcástico e as preocupações com a própria beleza vistos nos outros filmes. Neste perfil se encaixa ainda “A Bruxa de Blair”, de 1999, em que as sensações de medo são mais importantes na trama do que a presença da feiticeira maligna. 
 
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