Delineando-se, o projeto já está há um bom tempo. Ao público que acompanha, pois, o trabalho do produtor e compositor Marcos Braccini resta a expectativa de ver concretizado – esta sexta (13), no Cine 104 – o evento multimídia “Noturno em Três Tempos”. A base – fácil deduzir – é o primeiro disco do mineiro, “Noturno” – motivo pelo qual um dos três tempos citados no nome do espetáculo é, claro, o show – aqui, com as participações de Kristoff Silva (voz) e Brisa Marques (poema).

Antes, será exibido o documentário “Noturno” (16 minutos), dirigido e produzido por Leonardo Barcelos, Brisa Marques e Braccini. Filmado durante a turnê do CD (maio de 2014 a maio de 2015), conta com a participação do cineasta e compositor Sergio Ricardo.

O terceiro tempo refere-se a uma mostra gráfica que vai ocupar parte da galeria do 104, dando ênfase à identidade visual do projeto “Noturno” (cartazes e peças gráficas criadas por Daniel Cavalcanti), além de incluir pequenos quadros elaborados manualmente por Juliana Rabello, a partir de recortes da arte de Cavalcanti, e que serviram de base a animações em teaser. Acrescenta-se, ainda, os registros fotográfico dos shows, feitos por Renato Sarieddine, Júnia Mortimer e Bruno Figueiredo.

Muitos nomes envolvidos? Na verdade, há vários outros – como os das coordenadoras e produtoras da mostra, Uiara Azevedo e Efe Godoy. É justamente essa união de forças, aliás, que fez o projeto adquirir características especiais. Impossível, para Braccini, falar de todos os que abraçaram o projeto (“o material foi nos surpreendendo, a colaboração de cada um foi tão especial...”) mas, sobre Sérgio Ricardo, ele destaca o comovente feedback aferido por uma figura que tanto o inspirou.

Rede

Na verdade, o desdobramento “Três Tempos” começou a ser engendrado desde a fase embrionária de “Noturno”. “Já fazia pesquisas visuais há bastante tempo. As capas de discos, por exemplo, compõem um universo que sempre me fascinou. Também vou muito a shows, inclusive de eletrônica, que têm uma parte visual muito forte, cenários, projeções... No show, por exemplo, vai ter projeções não só no palco, como nas paredes (do 104), como se estivéssemos reproduzindo a caixinha do CD ‘Noturno’ (que se desdobrava, ao ser aberta)”, diz Braccini.

Marcos lembra, ainda, que as viagens pelo país, além de ampliar público, ajudaram a criar uma espécie de “rede” junto a outros músicos, concatenados no que diz respeito às respectivas buscas por meio da música – e de outras expressões artísticas.

SERVIÇO
"Noturno em 3 Tempos – Sexta (13), às 22h30, no 104 (Praça Rui Barbosa, 104, Centro). Ingressos a R$15 (preço único). Classificação livre.