“O circo é um lugar onde podemos sonhar com os olhos abertos”. A afirmação é do artista paulistano Marcos Casuo, que traz mais uma vez a BH o espetáculo “Universo Casuo” – em única apresentação, neste domingo, a partir das 18h, no Chevrolet Hall.

Antes de seguir em diante, vale colocar em repasse a trajetória de Casuo, que começou a se enveredar pela profissão que abraçaria definitivamente mais tarde por meio da capoeira, aos 8 anos. A partir daí, seu espectro de interesses foi naturalmente se ampliando, abarcando o teatro, a dança, as artes plásticas e, posteriormente, a break dance e a ginástica olímpica. Aos 16 anos, decidiu sair de casa, ao bater o martelo de que sim, seria artista.

E foi longe, Casuo. Durante oito anos, o brasileiro integrou a conceituada companhia canadense Cirque du Soleil, na qual foi protagonista de espetáculos como “Alegria”. No curso desta história, passou por 22 países, sendo visto por aproximadamente 12 milhões de pessoas (entre elas, como bem lembra o material de divulgação, reis e rainhas, celebridades da música internacional e astros de Hollywood). Ainda assim inquieto, Casuo deixou a trupe para montar o próprio grupo – e voltar ao país de origem.

Há quase sete anos ele roda o Brasil com “Universo Casuo” – e outros países também. Nele, Jean Francua, o “Clown”, percebe que o Planeta Azul, antes muito colorido agora está... desbotado! Esse é o ponto no qual a saga inicia. Clown atravessa um portal e entra na Terra na tentativa de resgatar a magia e o colorido de seu universo.

Para contar essa história, a montagem insere o elemento humor, bem como poesia, acrobacia, dança e uma trilha sonora executada ao vivo. O cenário é composto por jogos de luz. “É algo bem lúdico, e o cenário de luzes lembra a mesma estrutura dos shows de grandes bandas como Pink Floyd”, comenta Casuo.

Ao todo, são 45 artistas e mais de 20 toneladas de aparelhagem. “Queria mostrar que é possível fazer um espetáculo tão grandioso e bonito quanto os das principais companhias circenses do mundo”.

“As pessoas saem de casa para assistir a um circo e ficam boquiabertas, pois oferecemos muito mais que isso”, garante ele, que emprega a expressão “musical circense” para se referir à empreitada.

Provocado a falar sobre a questão do circo no Brasil, Casuo opina: “Lá fora, somos reconhecidos pelo futebol e o Carnaval, mas não por outras formas de arte. E o circo é a mãe de todas as artes. Temos bons profissionais, mas falta incentivo”, frisa.

“Universo Casuo”. Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora de Carmo, 230). Domingo, dia 22, às 18h. Área Diamante: R$ 240 e R$ 120 (meia); Área Ouro: R$ 160 e R$ 80 (meia); Arquibancada: R$ 100 e R$ 50 (meia). Apoio: Hoje em Dia.

Além disso

Em Londres, após a tour Asian-Japan, do Cirque du Soleil, Casuo foi apontado como um dos dez melhores clowns do mundo