A ideia inicial não era lançar o single “Fruta Doce” na última quarta-feira (24), no Dia de São João.  “Como o lançamento do novo disco (‘Música Pra Curar Brasileira’) foi adiado, devido à pandemia, a programação tomou outro rumo. Decidimos soltar singles e, a partir daí, ‘Fruta Doce’ nasceu nessa data”, resumiu Gabriel Elias.

A ocasião veio a calhar. Nesta mais recente canção, o cantor e compositor mineiro presta uma homenagem aos ritmos nordestinos que tanto cultua, o que tem tudo a ver com a festa de São João, conta ele. 

 “’Fruta Doce’ é um ‘xotezinho’. Sou muito apaixonado pela cultura nordestina, por todas sua riqueza, assim como sou apaixonado pela cultura mineira. Tentei colocar um pouquinho do Gabriel mineiro neste tempero nordestino (risos)”, diz.

Essa vibe representa uma das camadas do invólucro do produto previsto para ser lançado em novembro. “Música Pra Curar Brasileira”, segundo seu criador, combina fruição com reflexão.

“O novo disco é muito especial, repleto de sentimentos e coisas boas. Um álbum que aborda temas pesados também, às vezes de forma leve, como a ansiedade e depressão. Ele traz uma mensagem boa, de se manter um equilíbrio, buscar essa paz interior. Precisamos, no meio pop, por meio de músicas mais fáceis e nos hits, ter mensagens embutidas ou escancaradas. Essa energia vai para o subconsciente e pode levar algo de bom. Essa é a missão desse disco”, comenta.

Parcerias

Após firmar alianças com personalidades como Banda Eva e Ivete Sangalo, Atitude 67 e Maneva, Gabriel Elias promete mais parcerias de peso. Algumas aparecerão no próximo trabalho. “Posso dar spoiler sobre uma das parcerias (risos), que é com o Vitor Kley. Tem mais uma turma dessa geração (no disco). Não posso falar ainda, mas vai ser muito legal”, relata.

Gabriel Elias

Pandemia

Se por um lado a pandemia do novo coronavírus atrapalhou os planos de lançamento do novo disco e sua respectiva turnê, por outro atiçou ainda mais a criatividade do músico mineiro. Embora, se não fosse por ela, um novo conteúdo viria à luz de alguma forma.

“Surgiram várias canções no meio desse processo. Na verdade, sempre que termino um disco, aparecem outras canções. A gente fica tão imerso nessa coisa da criatividade e produção que acaba levando para outros lados, surgindo outras músicas. A criação parece mais fluída”, afirma.