Foi com uma postagem despretensiosa no Facebook do vocalista Pedro Calais que a banda mineira tomou forma. Na época, a publicação que continha uma música autoral do cantor fez barulho, e ele acabou recebendo convites para se apresentar em casas de show de Belo Horizonte. Para acompanhá-lo na apresentação, convidou amigos de infância e deu forma ao Lagum.

Agora, cinco anos depois da estreia, marcada pelo lançamento do disco “Seja O Que Eu Quiser” e pelo sucesso da canção “Deixa”, parceria com a cantora Ana Gabriela, os mineiros lançam o segundo disco da carreira, batizado “Coisas da Geração”. 

“É uma responsabilidade muito grande. Até então viemos com um trabalho sólido e agora precisamos provar, com esse segundo disco, se valemos ou não”, diz o vocalista. 

Apesar do desafio, ele garante que a banda está confiante no trabalho. “Acho que o álbum vai ser bom para a expansão da banda, para consolidar a nossa carreira. Esse é o momento de a gente provar que o segundo álbum é tão bom quanto o primeiro ou até melhor”, pondera</CW>. 

Para isso, o grupo mergulha em um mosaico de sentimentos e vivências da nova geração. “A gente colocou para fora tudo o que sentimos. Falamos de amor, de saudade, de raiva, de devaneios e de tudo aquilo que está vivendo a nossa geração”, explica Calais.</CW><CW0>

A inspiração, diz ele, vem de acontecimentos atuais e também da forma como a nova geração enxerga o mundo. “É uma época de várias mudanças, de vários sentimentos à flor da pele, de várias discussões. O que estamos discutindo é como isso reflete em tudo, como são os nossos relacionamentos, como é a nossa relação com a família”, afirma o vocalista. 

Lançado na última sexta-feira, o disco vem sendo gestado desde 2016 e reúne composições feitas ao longo da trajetória da banda. “No final de 2018 decidimos migrar para o estúdio e fomos compondo outras coisas também”, conta. 

Sonoridade
Com uma sonoridade garantida por duas guitarras, baixo, bateria e vocal, Calais explica que a banda busca valorizar um som mais orgânico, ressaltando a composição do grupo. “Todo mundo tem o seu espaço e coloca um pouco da própria maneira de interpretar as músicas”, sublinha. 
Além das batidas eletrônicas, usadas em duas canções, a banda explora gêneros como o reggae, o rock e até mesmo um rap melódico.