Sarah e Bruno. Na edição anterior do programa “Dancing Brasil”, pouco se sabia sobre as suas origens e seus gostos. Eles eram apenas os dançarinos profissionais que orientavam, em treinos puxados e no palco, as estrelas que participaram do reality show comandado pela apresentadora Xuxa.

Uma das novidades da terceira edição, que começará amanhã, na Rede Record, é a possibilidade de os espectadores conhecerem mais sobre a história de cada dançarino, muitos deles buscando, a partir do programa, algo mais do que o carro 0 km que terão direito, caso vençam.

Para Sarah Lage e Bruno Coman, únicos representantes mineiros em disputa, é a possibilidade da realização de um sonho: participar do Mundial de Dança Esportiva, em Miami (EUA). Uma boa qualificação poderá representar uma esperada visibilidade que abrir as portas para um possível patrocinador.

“Minha vontade e do Bruno é viver da dança esportiva, o que é muito difícil no Brasil. Ainda existe pouca informação no Brasil”, afirma Sarah, que conheceu a modalidade em 2011. Ela explica que uma das motivações para se inscrever no “Dancing Brasil” é que os estilos são os mesmos da dança esportiva.

“Na primeira temporada, participaram profissionais excelentes, mas nenhum era da dança esportiva. Nós fomos, na edição passada, os primeiros”, recorda Sarah, que não teve tanta sorte na sua estreia: seu par, o ator Theo Becker, sofreu uma lesão no joelho na terceira rodada.

Para a versão 2018, o casal se mudou para o Rio de Janeiro no final do ano passado e, nas últimas semanas, tem vivido uma rotina intensa de ensaios e estudos. “Não dá para pensar em praia”, registra Sarah, que ainda não pode revelar o nome do seu parceiro.

A produção do “Dancing Brasil” escolhe a música e o ritmo e, em alguns casos, também dá um tema para incrementar a coreografia. O que não é fácil para as estrelas. “Você tem que trazer o máximo da experiência deles para a dança. O Theo é surfista e tinha os conceitos de equilíbrio e estabilidade”.

Na edição especial do programa, em que participaram cinco pares, Sarah teve a seu lado o cantor Bochecha, que sempre dançava em seus shows. Agora, revela, a mineira tem um companheiro com habilidades em capoeira, “importante para a noção de movimento corporal”.

Na vida real e nas competições, o par de Sarah é Bruno, com quem dança há 13 anos, desde que se conheceram num projeto de dança folclórica, o Sarandeiros. “A dança sempre foi a nossa paixão. Começamos com o balé, fomos a dança de salão e hoje é a dança esportiva. Até agora, investimos mais do que ganhamos”, observa.

 

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Ao lado marido Bruno Coman, também participante do programa da Record