SÃO PAULO - O escultor britânico Anthony Caro morreu aos 89 anos ontem, devido a um ataque cardíaco, segundo sua família informou nesta quinta-feira (24) à emissora BBC.

Ele era considerado o maior escultor britânico de sua geração e trabalhou como assistente de outro famoso artista, Henry Moore (1898-1986), na década de 1950.

Segundo o diretor da Tate, Nicholas Serota, Caro foi um dos "maiores escultores dos últimos 50 anos".

Caro havia prometido trabalhar até completar 100 anos e, por isso, se mantinha ativo. Sua exposição mais recente aconteceu em junho, na Gagosian Gallery, em Londres.
"É o que eu gosto de fazer. A velhice é um choque, mas eu ainda gosto de esculpir", afirmou, na época, em entrevista ao jornal britânico "The Independent".

Caro se tornou famoso no mundo da arte em 1963, quando montou uma exposição na Whitechapel Gallery, com esculturas grandes e abstratas, pintadas com cores vivas.

Elas eram colocadas diretamente no chão, o que as aproximava dos espectadores, acostumados a ver esculturas em pedestais, acima deles. Com isso, abriu caminho para o futuro desenvolvimento das artes de três dimensões.

Nascido em Surrey, Inglaterra, em 1924, ele estudou engenharia no Christ's College Cambridge, e depois foi se especializar em escultura na Royal Academy Schools, em Londres, onde ficou até 1952.

Trabalhou como professor na St. Marin's School of Art, entre 1953 e 1981, quando influenciou uma série de escultores como Phillip King, Tony Cragg, Barry Flanagan, Richard Long e a dupla Gilbert & George.