O mineiro Ricardo Arnaldo Malheiros Fiúza, quinto ocupante da cadeira de número sete da Academia Mineira de Letras morreu, nesta sexta-feira (21), aos 82 anos, após sofrer um ataque cardíaco.

Nascido em Belo Horizonte, em 4 de fevereiro de 1937, Fiúza tinha extenso currículo como jurista e professor. Com carreira de mais quatro décadas no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi professor da Faculdade de Direito Milton Campos e da Escola de Governo do Estado de Minas Gerais (Fundação João Pinheiro), além de membro do Instituto dos Advogados de Minas Gerais.

Na Escola Nacional da Magistratura, foi diretor-adjunto na Presidência do Ministro Sálvio de Figueiredo e na Escola Judicial "Des. Edésio Fernandes", do TJMG, foi professor de cursos para magistrados e servidores judiciários. 

Ricardo Fiúza foi também assessor judiciário da Organização das Nações Unidas (ONU), tendo dirigido projetos de normas judiciárias para o Timor-Leste, e editor-adjunto da Editora Del Rey, de Belo Horizonte. Foi autor de diversos livros jurídicos, artigos e obras literárias.

"O professor Ricardo Fiúza foi um dos principais juristas do Brasil e de Minas Gerais. Dedicou sua vida ao ensino superior, ao trabalho no Tribunal de Justiça e na Editora Del Rey, contribuindo para o aperfeiçoamento da cultura jurídica em nosso país. Fará muita falta. Além de intelectual altamente sofisticado, era uma pessoa amável, cordial, de excelente trato. Já deixa muita saudade", declarou Rogério Faria Tavares, presidente da Academia Mineira de Letras.

Fiúza deixa a esposa e dois filhos. O velório acontecerá neste domingo (23), na sede da Academia Mineira de Letras (rua da Bahia, 1.466 - bairro de Lourdes), das 8h às 13h. O sepultamento será no mesmo dia, às 14h, no Cemitério do Bonfim.