A exposição itinerante "Oratórios – Relíquias do Barroco Brasileiro" encerra sua jornada em Belo Horizonte. A mostra pode ser vista a partir desta terça-feira (12) no Museu de Artes e Ofícios (MAO), depois de passar pelo Equador, no Centro Cultural Metropolitano da capital Quito; pelo Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, durante a "Jornada Mundial da Juventude" em julho; pelo interior de São Paulo e pela antiga cadeia da histórica Tiradentes.

A exposição, que conta com um acervo de 115 peças, é um recorte significativo da arte dos oratórios no Brasil. As peças revelam detalhes preciosos da arquitetura, pintura, vestuário e costumes de uma era artística peculiar e muito importante – especialmente para a cultura mineira.

Segundo Ângela Gutierrez, presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, a mostra reúne oratórios dos séculos 18 e 19 – de todas as regiões do país: objetos que esculpiram a religiosidade e seus cultos, mesclaram referências africanas, portuguesas e indígenas, retratando sobretudo os costumes durante o Ciclo do Ouro e dos Diamantes.

Uma aula de história? "Oh, sim! Existem vários tipos de oratórios: de viagem, outros de donzelas, mas o fato é que mais que variedade, as peças são relíquias que juntas têm muito a ensinar. Certamente, quem vier ao Museu aprenderá com a mostra", garante Angela.

Hoje, os oratórios fazem parte do acervo do Museu do Oratório de Ouro Preto – peças doadas ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pela própria Angela. "Entre eles está o meu primeiro oratório, presente de meu pai. Mas são todos como ‘filhos’ – que hoje vivem na sua própria casa", brinca. Para os estudantes que visitarem o MAO, estará aberto um espaço especial. Para os "pequenos" visitantes, estão sendo planejadas oficinas.


Serviço

"Oratórios" – MAO (Praça Rui Barbosa, s/n). Terça e sexta, das 12 às 19 horas. Quarta e quinta, 12 às 21 horas – sendo de 17 às 21 horas, com entrada gratuita. Sábado, domingo e feriado, 11 às 17 horas – sendo sábado com entrada gratuita. Entradas: R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia). Professores e estudantes tem entrada gratuita. Até 6 de janeiro.