O retorno às atividades dos museus – com quatro espaços ligados à Prefeitura de Belo Horizonte reabrindo as portas na próxima quarta – estabelecerá uma mudança de hábito dos visitantes, semelhante ao que acontece nos similares europeus.

Bastante procurados por turistas, os grandes museus do exterior adotaram o agendamento das visitas para evitar filas e aglomeração, muito antes de a pandemia impor protocolos sanitários envolvendo distanciando social. 

“Vamos estar implementando um sistema novo, que permite ao público visitar o espaço com tranquilidade e ter a certeza de que não haverá aglomeração”, registra Sara Moreno, diretora de museus da Fundação Municipal de Cultura.

De acordo com ela, o frequentador terá um tempo máximo para permanecer em cada museu – uma hora, no caso do Museu Abílio Barreto – e seguir um itinerário, não podendo retornar às salas já visitadas.

“Com estas medidas, a gente estará garantindo a segurança, a qualidade e o aproveitamento de todos”, observa Sara, que destaca o fato de, com o agendamento on-line, ter a oportunidade de conhecer o perfil dos visitantes.

A liberação dos ingressos para os museus da PBH será feita semanalmente, às terças-feiras, para agendando de quarta a sábado (ou domingo, dependendo do museu). Excepcionalmente, o agendamento começará a ser feito amanhã.

Os quatro espaços municipais são, além do Abílio Barreto, a Casa Kubitschek, o Museu da Moda e o Museu da Imagem e do Som. Principal espaço museológico da cidade, o Museu de Arte da Pampulha continua fechado devido a obras de restauro.

O fechamento do MAP aconteceu antes da pandemia, em novembro do ano passado. “Estamos ainda em etapas preliminares de realização da obra, que tem previsão de duração de dois anos, se não me engano”.

Sara explica que a população terá acesso ao acervo do MAP a partir de dezembro, em outros espaços da cidade. Além destes cinco espaços, a Diretoria de Museus coordena ainda um centro de referência e um cinema (o Santa Tereza).

Protocolos
Além do controle do fluxo de visitação, os museus terão disponibilização de álcool 70% no acesso aos espaços expositivos, aumento de intervalo entre visitas para higienização dos ambientes e restrição de acesso à obras manipuláveis e de telas sensíveis.

Em relação ao aspecto curatorial, todos os espaços retomarão as mostras que estavam em cartaz quando houve a suspensão, em março. O Abílio Barreto continuará com “NDÊ! Trajetórias Afro-Brasileiras em Belo Horizonte” e “Complexa Cidade”.