Desde o Carnaval, a Nação Zumbi vem testando em seus shows as músicas de seu recém-lançado trabalho, homônimo. Neste sábado (28) o grupo desembarca no Chevrolet Hall com um repertório já mais coeso, maduro, misturando bem as novas canções com a mistura de sucessos dos outros sete álbuns de estúdio. “A banda estava vivenciando um processo de readaptação depois de nosso retorno. Em Belo Horizonte, estaremos com o repertório já todo bem amarrado”, afirma o baterista Pupillo.

“Nação Zumbi” marca uma nova fase da banda pernambucana. Realizado com recursos da Natura Musical e produzido por Kassin e Berna Ceppas, o álbum é mais lírico e possui outros elementos tão marcantes quanto a percussão e a guitarra – dessa vez, aparecem mais teclados e sintetizadores. “É um trabalho em que houve uma maior preocupação com as melodias e as harmonias. O Jorge du Peixe abordou novos temas nas composições e o nosso leque se abriu”, explica o baterista.

De acordo com Pupillo, o “break” de 18 meses da Nação Zumbi foi importante para que a banda pudesse alcançar um maior arejamento artístico para construir o sucessor de “Fome de Tudo”. “Foi uma parada providencial. Depois que Chico Science morreu, entramos em uma rotina muito intensa, de gravações de disco e turnês. Pudemos exercitar novas formas de trabalho e arejar a cabeça. Na volta, estamos mais dispostos a ouvir um ao outro.

A banda só faz sentido se continuarmos nos divertindo juntos”, diz o músico que, junto com Lucio Maia e Dengue, excursionou por um ano e meio ao lado de Marisa Monte. Durante a parada, Giolmar Bola Oito e Jorge du Peixe aproveitaram para criar, respectivamente, os grupos Combo X e Afrobombas, seus projetos paralelos.

Serviço

Nação Zumbi no Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Sábado (28), às 22h. Ingressos a partir de R$ 60 e R$ 30 (meia)