Em evento no Rio nesta quinta-feira (1º), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, se recusou a responder perguntas sobre sua permanência na chefia da pasta. Há a possibilidade de ele ser retirado do cargo no âmbito da reforma ministerial, que deve ser anunciada pela presidente Dilma até sexta-feira (2).
"Essa resposta não posso dar porque não sei. Isso você tem que perguntar à presidenta. Não posso especular. Como ministro, não tenho condição de especular", disse Ferreira, que está à frente do MinC desde dezembro de 2014.

Ainda assim, defendeu sua permanência. "Houve um reconhecimento da importância do MinC da parte de todos os públicos. Estamos construindo uma política suprapartidária, republicana. Onde você for, seja dentro do governo ou fora [verá]. Falei no Parlamento três vezes nos últimos cinco dias. Fui muito bem tratado por representantes da oposição e pela base do governo e isso é um reflexo... Em todos os fóruns internos ao governo, no mundo da política institucional, no mundo sociocultural, o Ministério conta com credibilidade razoavelmente grande", disse o ministro.

"O que podemos celebrar é o respeito a essas políticas e ao sucesso que elas vêm trazendo", afirmou. O ministro disse estar "tranquilo" sobre a longevidade das políticas que implementou no governo, apesar da má situação fiscal do país. Para ele, o MinC é peça-chave para o desenvolvimento econômico e social do país. "Estamos estabelecendo uma política pública de cultura. Isso faz mais parte do novo ciclo de desenvolvimento do país do que da crise que está estabelecida. Como ministro, acho que já estamos conectados com o que vai ter que ser feito daqui a pouco, que é construção de um novo projeto de país, e nesse projeto a cultura vai ser das centralidades mais importantes pela economia, pela capacidade de alavancar a cidadania", afirmou. "Estou ultratranquilo, estive o tempo inteiro, e trabalhando dez, 12, 14 horas por dia para que essa política continue avançando mesmo em momentos de dificuldade."