O design gráfico e as artes visuais sempre estiveram presentes na carreira de Max Henrique. Mas, aos 41 anos, chegou a hora de ampliar o leque e mudar o foco das prioridades. Sua atenção agora está voltada para o primeiro álbum, “Traço”, lançado de forma independente. 
 
Paulista “por acaso” – ele nasceu em Campinas, mas os pais são belo-horizontinos –, Max contou com o amigo Ivan Horta para as gravações das 11 faixas. A sonoridade foi construída de forma simples – guitarra, violão, baixo e bateria – , enquanto as letras são marcadas por ironia e provocações. 
 
“Por trás das músicas, de uma forma geral, existem questões que me interessam levantar. Às vezes com uma certa ironia, como no caso da música ‘Bem-Vinda’, que é uma espécie de comentário sarcástico sobre os jogos de sedução, mas sempre evitando dar respostas muito prontas”, afirma Max Henrique, que está preparando uma série de desenhos para expor em breve e tem um projeto de música eletrônica com Rafael Schumacher, que mora na Alemanha. 
 
Segundo ele, o diálogo entre a criação visual e a musical acontece a todo momento. “Esses fazeres muitas vezes ‘dão ideias’ uns para os outros. Um tipo de trabalho pode sugerir tanto conteúdo quanto uma forma ou procedimento para o outro. Pode acontecer também de se partir de um conceito central que se desdobra de formas diferentes em variados suportes”, diz. 
 
Assim, “Traço” significa mais do que um trabalho musical para Max. O projeto gráfico do álbum foi planejado por ele – as imagens foram feitas a partir de um boneco criado por José Armando – e vídeos foram feitos durante as gravações em estúdio, para enriquecer o rico material levado para o Youtube.