Apenas cinco mulheres concorreram ao Oscar de melhor diretor na história, e somente uma delas conquistou o prêmio. No caso, Kathryn Bigelow, por “Guerra ao Terror”, em 2010 – bateram na trave Lina Wertmüller, por “Pasqualino Sete Belezas”, em 1977, Jane Campion, por “O Piano”, em 1994, Sofia Coppola, por “Encontros e Desencontros”, em 2004, e Greta Gerwig, por “Lady Bird”, em 2018. E isso indica, no mínimo, uma injustiça – e um preconceito velado – da Academia a várias talentosas realizadoras.

Por essas e outras, se faz tão necessário iniciativas como a do Cine Humberto Mauro, que vai sediar, entre 27 de fevereiro e 12 de março, na mostra “Clássicas”, filmes dirigidos por mulheres de diversas épocas. Em outras palavras, o público mineiro terá a chance de conhecer aquilo que muitas vezes é renegado pelo Oscar: a força das mulheres no cinema.

Serão exibidos obras como “Frida” (2002), de Julie Taymor, “Cléo das 5 às 7” (1962), de Agnès Varda, “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” (2014), de Ava DuVernay, e “O Ébrio” (1946), de Gilda de Abreu, representante brasileira na seleção.

O Cine Humberto Mauro fica no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro). A entrada é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão.

A programação completa está no site fcs.mg.gov.br.

Frida