SÃO PAULO - Os dados sobre desemprego nos EUA em agosto foram acompanhados por uma polêmica incomum: a indústria de filmes pornográficos seria uma responsável por um índice aquém do esperado. Em agosto, foram 22 mil empregos cortados no setor de filmes dos EUA, o equivalente a 6% de todas as perdas.

E no mês de agosto houve uma interrupção das gravações de filmes pornográficos. Isso porque o teste de HIV de uma atriz chamada Cameron Bay , de 28 anos, deu positivo. Os estúdios pararam de gravar no dia 21 de agosto. Na última terça-feira (3), um segundo ator pornô, Rod Daily, 32 anos, cujo nome verdadeiro é Joshua Rodgers, anunciou no Twitter que era HIV positivo. Segundo o Los Angeles Daily News, Bay e Daily namoram há cerca de um ano.

Depois que todos os atores que atuaram com Bay fizeram o teste (nenhum está infectado), as filmagens recomeçaram. As gravações recomeçaram no dia 27 de agosto. Um blog de economia do "Washington Post" apontou que a interrupção teria ocorrido justamente no momento em que o departamento de trabalho recolhe dados para as estatísticas de trabalho.

Mas a hipótese foi negada por outros sites. O Business Insider conversou com responsável pelas estatísticas de trabalho, que afirmou que foram considerados empregados os trabalhadores que receberam qualquer tipo de pagamento a partir do dia 12 -antes da semana em que a indústria pornô parou.

O blog Econonomix, do jornal "New York Times", também levantou suspeitas sobre a hipótese -uma porta-voz dos estúdios de filme pornô afirma que a maior parte dos atores são freelances. Quem sofreria mesmo com um eventual corte seriam os técnicos -operadores de câmera, editores, motoristas etc.

O caso também foi abordado pelo jornal inglês The Telegraph e pela agência de notícias Bloomberg. (*Com agências)