O Pato Fu está decidido a colocar todo mundo para dançar. A banda decidiu retomar a pegada rock’n roll dos anos 90, com direito à mistura com influências dançantes, no recém-lançado “Não Pare pra Pensar” (Rotomusic/Sony). Uma quebra em relação aos arranjos mais contemplativos do projeto paralelo “Música de Brinquedo” (2010) e do último álbum de inéditas, “Daqui pro Futuro” (2007). 
 
“Fazia muito tempo que a gente não fazia um disco normal do Pato Fu adulto. A gente estava sentindo um pouco de falta do peso, da consistência de uma banda normal. O álbum veio naturalmente mais pesado, dançante e pra cima”, afirma John Ulhôa, que mais uma vez assina a produção. 
 
A principal motivação para a retomada do peso das guitarras veio do próprio palco. Segundo John, os últimos discos da banda vinham apresentando músicas muito bonitas, com conceitos e arranjos mais elaborados – e, por vezes, complexos –, mas que eram complicadas para os shows. “Esse foi um disco pensado para ser tocado ao vivo. As músicas dos últimos discos eram muito bonitas, mas não tão boas de tocar para uma plateia. Agora todo mundo vai dançar”, diz John, adiantando que boa parte do novo repertório será inserido no repertório de show a partir do início de 2015. 
 
O retorno ao rock que a banda soube explorar tão bem em seus primeiros dez anos de estrada não significa que John, o principal compositor do Pato Fu, tenha deixado de criar canções mais melódicas e suaves. “Na carreira solo da Fernanda (Takai), em que eu produzi quase todos os discos, temos explorado bem as canções e baladas”. 
 
A intenção de apresentar um trabalho pulsante casa muito bem com o título escolhido para o álbum. Tirado da faixa mais ligada à música eletrônica entre as 11 que compõe o disco, “Não Pare pra Pensar” se relaciona a uma ideia de impulsividade, diversão e prazer – ou seja, tudo a ver com um perfil roqueiro. 
 
“O nome é sobre não deixar seus pensamentos paralisarem, sobre deixar fluir as ideias e sentir prazer em fazer. É uma ideia que tem a ver com outras letras do disco, como ‘You Have to Outgrow Rock’ Roll’, sobre alguém que assume responsabilidades e se esquece das coisas que gostava de fazer. Por isso o disco está tão dançante, estamos convidando o ouvinte a dançar e ter contato com algo menos ‘cabeça”, explica.
 
Confira os dois clipes do novo álbum da banda