Para voltar a apresentar “Música de Brinquedo 2”, o Pato Fu não está muito diferente do público que costuma acompanhar o show infantil. “Estamos iguais às crianças que estudam remotamente por causa da pandemia. Já que não é seguro ensaiar com todo mundo junto, cada um está fazendo o dever de casa, vendo o DVD e se preparando sozinho”, registra Fernanda Takai.

Com o teatro do Minas Tênis Clube como palco, o show faz parte do projeto “Diversão em Cena” e terá transmissão ao vivo neste domingo, a partir das 16h, pelo canal oficial da Fundação ArcelorMittal no YouTube. A última vez que o espetáculo infantil foi apresentado ao grande público aconteceu há quase um ano, um dia antes de a pandemia impor o fechamento das casas culturais.

“Foi em 14 de março, no interior de São Paulo. Fomos de ônibus, fizemos o primeiro show em Taubaté e o segundo, que aconteceria em Salto, não teve por medida sanitária”, recorda a vocalista. Depois disso, o espetáculo só ganhou uma live para um evento fechado de educação, no Dia dos Professores. “Música de Brinquedo” exige uma estrutura maior.

“Ele tem uma peculiaridade que não permite que seja feito em formato pocket, sem poder contar com as dez pessoas que temos no palco. É tudo tocado ao vivo. Não tem nenhuma base que é pré-gravada. E tem os monstros, em que os marionetistas precisam estar lá. São sete músicos e três marionetistas. Não dá para fazer o show  se não for assim”, explica Fernanda Takai.

 Para ela, é “cruel” para um artista fazer um show sem plateia, mas se trata de uma  oportunidade que não pode ser desperdiçada, tanto pelo fato de haver toda uma equipe por trás que precisa trabalhar para manter o sustento da família como também ajudar a manter acesa a relação com o público. Fernanda ressalta que o grupo tem uma base de fãs “muito fiel e amorosa”.

“É ruim não poder abraçar e ter que fazer aquele cumprimento de cotovelo. É ruim não poder ficar no camarim, com todo mundo lá conversando e contando casos. De toda forma, estaremos num momento coletivo, ainda que separados e protegidos, fazendo arte e podendo mostrar  que estamos vivos e bem. É muito bom levar o nome do Pato Fu de  volta ao público”, assinala.

Fernanda define o show como “leve e divertido, para celebrar a boa música e ficar feliz”, ao repassar canções marcantes da década de 1950 aos tempos atuais a partir de brinquedos sonoros e instrumentos em miniatura, na companhia de dois “monstros” cantantes criados pelo grupo Giramundo. Apesar de levar o número 2 à frente do nome, o espetáculo contará também com músicas do primeiro “Música de Brinquedo”.

Os espectadores sempre pedem as músicas do primeiro, mesmo tendo passado 11 anos de seu lançamento como disco. “Quando um espetáculo é muito legal, quando o cardápio musical é pleno, as pessoas sempre querem ver de novo a mesma coisa”, salienta. Ela também não vê a hora de fazer shows normais com o Pato Fu, especialmente pela proximidade dos 30 anos do grupo. “A ideia é que a gente faça um disco de inéditas”, adianta.