A partir desta quinta-feira (7), os moradores de Belo Horizonte vão se deparar com novidades nas principais praças da cidade e ao longo da rua da Bahia. É quando tem início o projeto “Bahia Desvelada”, que vai colocar 39 totens na cidade e outras 43 placas em edificações particulares e públicas para informar belo-horizontinos e turistas sobre as histórias de diferentes destaques arquitetônicos da capital mineira.

A rua da Bahia foi escolhida pela Fundação Municipal de Cultura para ser o projeto piloto de sinalização interpretativa do patrimônio cultural que tende a ser colocado em prática em toda cidade. Da Praça da Estação até a avenida do Contorno, vários equipamentos culturais – como o Centro Cultural UFMG, o Edifício Maletta, o Centro de Referência da Moda, a Academia Mineira de Letras, a Igreja de Lourdes, o Museu Inimá de Paula, dentre outros – vão ganhar um totem ou uma placa. O viaduto Santa Tereza também está na lista.

Alguns dos pontos mais visitados da cidade também vão ganhar totens, como a Praça da Savassi, a Praça ABC e o Mercado Central. Nesses casos, serão totens duplos, maiores, com informações de frente e verso, com textos sucintos e fotografias históricas, garimpadas no Arquivo Público e no Museu Histórico Abílio Barreto. Além disso, eles vão apresentar mapas com indicações de pontos interessantes para a história da cidade.

Trabalho

Da concepção à instalação da sinalização, foram dois anos de trabalho, envolvendo a equipe da Diretoria de Patrimônio Cultural (DIPC) e a Hardy Design, responsável pela concepção que servirá de modelo para toda sinalização da cidade – inclusive para as placas do tipo “adote o verde”. “O objetivo é dar conhecimento sobre imóveis tombados e sobre o conjunto urbano”, afirma Mariana Guimarães Brandão, chefe do Departamento de Gestão e Monitoramento do DIPC. “Cruzamos informações com a Belotur”, completa.

Projeto previu três tipos de totens, que variam de acordo com a proposta

No total, serão instalados 39 totens de três tipos: o direcional (com 2,5m de altura, em pontos estratégicos, trazendo mapas, textos e fotos); o totem de edificação pública ou uso coletivo (com 1,70m de altura, para lugares como o Maletta); e o totem de praça (duplo, com 2m de altura). “A sinalização foi feita com um material super-resistente e sem valor comercial. Ele possui uma camada de resina que impermeabiliza o totem contra pichação e arranhões. Nossa preocupação era de fazer uma sinalização que fosse durável e de fácil manutenção. Se alguém pichar, sai com água e sabão”, diz Mariana.

A Rua da Bahia possui alguns edifícios representativos, como o Minas Tênis Clube

A rua da Bahia foi escolhida para o projeto por ser a rua que liga dois pontos icônicos da cidade – Praça da Estação e Praça da Liberdade – e por ter um verdadeiro corredor de centros culturais e edifícios importantes historicamente. Além de todo conjunto arquitetônico da Praça da Estação, é possível destacar, no endereço da rua da Bahia, o Museu Inimá de Paula, o Minas Tênis Clube (e, consequentemente, o Teatro Bradesco), a Academia Mineira de Letras, o Edifício Maletta e o Centro de Referência da Moda – que já funcionou como biblioteca, rádio e sede do antigo conselho deliberativo.

Textos bilíngues e sucintos para uma leitura bastante rápida

As informações colocadas na sinalização são bastante sucintas, considerando-se que o público-alvo dificilmente terá disponibilidade de dar atenção a uma leitura mais elaborada. Os textos são bilíngues. Outra preocupação foi fazer uma sinalização que não poluísse um espaço urbano que já conta com muitos elementos visuais. “Fizemos o possível para desenvolver uma sinalização limpa, com texto mais objetivo. A cidade já possui muitas placas e deve-se tomar cuidado para que isso não fosse sumir. Tivemos que pensar muito bem, por exemplo, nos espaços onde serão colocados os totens maiores”, diz Mariana, adiantando que as praças devem ganhar dois totens.