A riqueza musical e a versatilidade do violão protagonizam a primeira edição do festival “Sons da Cidade - Mostra Internacional de Violão de Belo Horizonte”, que começa hoje à noite e vai até sexta no Conservatório de Música da UFMG. Além de sete apresentações ao longo de três dias, a mostra promoverá oficinas e rodas de conversa sobre as possibilidades musicais do instrumento, bem como técnicas e uma iniciativa de preservação da memória violonista.

A amplitude musical passa pelo choro, pelo jazz e pela música erudita para evidenciar as possibilidades de arranjo que o instrumento permite e como se adapta a diversas culturas. “A cultura do violão brasileiro vem de fora da academia, com uma linguagem muito influenciada pela vida da rua. O choro surge na boêmia, no morro, na zona urbana, assim como as modas de viola, com forte presença também em países como Argentina, Paraguai e Uruguai, enquanto a construção da linguagem desse violão é muito voltada para a música erudita na Europa”, explica Fernando Chagas, curador da mostra junto com Carlos Walter.

Intercâmbio Cultural

“Nós queremos proporcionar esse intercâmbio entre a produção musical de outros países com a cena musical local”, explica Aline Cantia, presidente do Instituto Abrapalavra, entidade cultural que está organizando a mostra. 

“Trouxemos artistas da Argentina, da Itália e da França, além de outras partes do Brasil, e na abertura teremos Lucas Telles como anfitrião do evento”, complementa Aline, em referência ao violonista mineiro, que neste ano foi um dos vencedores do prêmio BDMG Instrumental, feito que já havia conseguido em 2013. Ele abre a mostra hoje, às 19h. 

A entrada é gratuita para todos os eventos, com a retirada dos ingressos iniciada meia hora antes de cada. O Conservatório tem capacidade para 200 pessoas.

Serviço
“Sons da Cidade - Mostra Internacional de Violão de Belo Horizonte” de 4 a 6 de setembro Conservatório da UFMG (Av. Afonso Pena, 1534 – Centro) Entrada gratuita