Inicialmente, a ideia era apenas relembrar os velhos tempos de rock n’ roll na casa Matriz, mas, depois de ouvirem o som de novas bandas da cidade, as designers Fernanda Godoy e Bruna Ricaldoni decidiram apoiar o movimento underground.
 
As garotas criaram o “Pode Flutuar” (podeflutuar.com), site onde divulgam novidades das bandas, programação de shows e festivais, além de publicar fotos e vídeos produzidos por elas em diversos shows, e disponibilizá-los também nas redes sociais.
 
Bandas como Elízia, Dopaminas, Tempo Plástico, Culex, K.K.F.O.S., Engradado e D.A.M são nomes que figuram no endereço acompanhados de uma breve descrição. “Uma amiga resolveu reorganizar um festival antigo de bandas femininas no Matriz. Como estávamos nessa onda nostálgica do rock, nos oferecemos para fazer a fazer a filmagem do evento”, conta Fernanda.
 
Após o festival, veio a ideia do site. “Em viagens para fora do país, vimos que essa cena acontece de forma colaborativa. Tem designers, jornalistas e pessoas de várias áreas envolvidas. Resolvemos fazer isso aqui em BH para impulsionar o movimento autoral”, relata a designer.
 
Profissionais de diversas áreas se reúnem para divulgar trabalhoParcerias
Para Fernanda, a cidade tem muitas bandas e músicos bons, mas, como mineiros que são, não se mostram muito. “Começamos a fazer os vídeos, até para eles verem como esse ‘trampo’ é importante para a produção da banda, e até para tocar em festivais”, pontua a moça.
 
O que era, e continua sendo, uma vontade de impulsionar a cena na cidade, acabou crescendo. “As bandas gostaram do nosso trabalho e nos tornamos parceiras de algumas delas. Já fizemos videoclipes e até um vídeo para o programa ‘Superstar’, da Globo”.
 
Foto: “PODE FLUTUAR” – As designers Fernanda e Bruna registram os shows e tudo vai para o site (Flávio Tavares/Hoje em Dia)
 
Profissionais de diversas áreas se reúnem para divulgar trabalhoFuturo
 
Este ano, as designers pretendem continuar registrando as apresentações em BH, e talvez expandir a ideia para a música erudita. “Queremos apoiar, também, esse gênero musical. Só temos que conseguir conciliar com o nosso trabalho durante o dia”, pondera.
 
Em uma coisa as bandas, seus apoiadores e fãs concordam: 2015 foi um ano muito importante para o rock autoral de BH. “Assim como há alguns anos a galera se reuniu para reavivar o Carnaval da cidade, nós queremos fazer com a cena underground”, finaliza Fernanda Godoy.
 
Foto: GRINGOS - Os caras do Radio Moscow (EUA) tocaram n'A Autêntica ao lado de mineiros (Pode Flutuar/Divulgação)
 
Um MURRO para movimentar o rock underground mineiro

“Lotar o próximo evento”. Essa é a missão do MURRO – Movimento Underground Rock n’ Roll, que estava adormecido, mas retomou as atividades ano passado, em Belo Horizonte. O movimento funciona como um meio de divulgação das bandas e também um canal para auxiliar produtores e músicos com ideias e conteúdo.
 
Encabeçado por músicos como Merlin Oliveira, o MURRO é resultado de uma união de bandas que circulam pelo cenário underground mineiro, como Governator Insane, Kingsizebox, ISSO, Lively Water, Zonbizarro, Green Morton e Sound Supernova.
 
Com site no ar (murro.org), eles compartilham novidades do universo autoral, listas de festivais que acontecem em Minas e bandas que valem a pena o play. O movimento está à frente de alguns shows e festivais, como o “Rock do Deserto”.
 
A intenção é também levar o nome das bandas para outros lugares, por isso as casas abrem suas portas para músicos de toda parte. Caso do show que rolou recentemente n’A Autêntica e trouxe a banda Rádio Moscow (EUA), ao lado dos mineiros do Lively Water, K.K.F.O.S, Duna, Brisa e Chama. A ideia é promover um intercâmbio musical.
 
Bandas e produtores comemorando a sétima edição do evento, que rolou na Matriz em junho passado