Não se trata de uma seleção do melhor do cinema brasileiro exibido em 2014. Mas o dia de hoje, dedicado aos filmes nacionais na rede Cinemark, com a exibição de 19 títulos recentes ao preço único de R$ 3, possibilita entender o que está sendo destinado aos multiplexes.
 
Evidentemente as comédias, como “Até que a Sorte nos Separe 2” e “O Candidato Honesto”, protagonizados por Leandro Hassum, têm espaço privilegiado. No entanto, não deixa de ser uma surpresa como os outros gêneros vão gradativamente conquistando seu lugar.
 
Além de um drama de temática gay (“Praia do Futuro”), geralmente reservado ao circuito de arte, há desde suspenses (“Isolados” e “Confia em Mim”) até produções infantis (“Amazônia” e “O Menino no Espelho”), sem falar nos filmes que ainda seguem a trilha de “Cidade de Deus”.
 
Dentro dessa seara do “cinema favela”, “Na Quebrada” carrega algumas singularidades, principalmente no que diz respeito às suas origens: as histórias de jovens marginalizados são inspiradas em fatos reais ocorridos com integrantes de um projeto do Instituto Criar, na periferia de São Paulo.
 
SINA DO PAI
 
A mensagem é clara, não só sobre a possibilidade desses garotos darem a volta por cima, mas também sobre a continuidade de projetos de inclusão. O filme de Fernando Grostein Andrade pode soar algumas vezes como um documentário institucional, com situações muito emblemáticas.
 
Pode ter aberto demais o leque de histórias, acentuando esse caráter educativo. Mas algumas delas são fortes o bastante para se manterem de pé, como o filho de presidiário que não escapa da sina de seu pai, mostrando forças contra as quais os programas de inclusão não são capazes de vencer. (PHS)