Projetado por Oscar Niemeyer, MAP deve reabrir em novembro

Vanessa Perroni - Do Hoje em Dia
13/10/2012 às 10:20.
Atualizado em 22/11/2021 às 02:03
 (Flávio Tavares/Hoje em Dia/Arquivo)

(Flávio Tavares/Hoje em Dia/Arquivo)

O icônico espaço projetado por Oscar Niemeyer originalmente como um Cassino, e que há 55 anos abriga o Museu de Arte da Pampulha, começou, na última terça-feira (9), a passar por uma série de reformas que se estenderá até o início de novembro.

A proposta é que o local volte a se destacar no roteiro das grandes exposições que chegam ao país, independentemente do escaninho a que pertencem – apesar de há dez anos o MAP ter assumido um diálogo mais profícuo com a arte contemporânea. “Mas o espaço estará aberto a diversos estilos artísticos”, registra a atual diretora do espaço, Michelle Mafra.

Cronograma

Com a reforma, haverá troca do carpete do auditório e das rampas internas, impermeabilização do teto, limpeza da fachada e pintura em trechos das paredes internas e externas. “Há infiltrações que danificaram a pintura e o carpete está muito desgastado”, descreve Michelle. No mezanino, será restaurado o piso de madeira e o entrepiso. O Salão Nobre terá o piso de mármore português recuperado. Os jardins de Burle Marx devem ser restaurados ainda este mês.

Haverá, ainda, instalação de banheiros para pessoas com necessidades especiais, climatização da área expositiva e adequação do acondicionamento das obras. “Está prevista também a construção de um prédio anexo, que servirá de suporte para guardar o acervo e abrigar exposições”, conta a diretora. O Museu reabrirá as portas no dia 10 de novembro, com a exposição “Museu Revelado”.

Inéditas

A ideia é exibir parte do acervo de cerca de 1.600 obras do museu, entre pinturas, esculturas, instalações, desenhos e vídeos. “Vamos mostrar aproximadamente 70 obras representativas de diferentes períodos, do modernismo à contemporaneidade”, informa Mafra.

Alguns dos trabalhos nunca foram vistos pelo público, como paisagens de Guignard. “O motivo é a arquitetura do prédio. As paredes de vidros não permitem que obras fiquem expostas nas salas – a ação do sol poderia danificar telas e esculturas. Por falta de estrutura, as mostras não podem ser permanentes, e parte dessas obras acaba sendo exposta em outros museus. Mas algumas de fato nunca foram reveladas”, explica Michelle.

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