MOSCOU - Uma das integrantes do grupo punk rock russo Pussy Riot, Nadejda Tolokónnikova, que na segunda-feira (23) começou uma greve de fome na prisão, foi transferida a uma cela de isolamento, informaram nesta terça-feira (24) os serviços penitenciários. "Nadezhda Tolokónnikova foi colocada em uma cela de segurança do estabelecimento. Não é uma cela de castigo", disse um porta-voz dos serviços da prisão, citado pela agência Interfax.

Tolokónnikova iniciou uma greve de fome dizendo ter sido ameaçada de morte e denunciou as condições de detenção em seu campo de trabalho.

Em uma carta enviada à imprensa por seu advogado, a jovem de 23 anos narrou as terríveis condições no campo de trabalho para mulheres número 14 em Mordóvia, 600 km a leste de Moscou, onde cumpre uma pena de dois anos.

Em uma demanda separada dirigida à justiça, a jovem acusa o diretor adjunto do campo, Yuri Kuprionov, de tê-la ameaçado de morte no dia 30 de agosto, depois de ter se queixado das condições de detenção e trabalho.

Nadejda Tolokonnikova foi detida em março de 2012 junto com Maria Alejina e Ekaterina Samutsevich, também integrantes do grupo punk rock feminista Pussy Riot, por terem cantado uma oração punk na Catedral de Cristo Salvador de Moscou no dia 21 de fevereiro de 2012.

Na oração, as Pussy Riot pediam à virgem que expulsasse do poder o presidente Vladimir Putin.