É com a turnê do aclamado disco “Coisas do Meu Imaginário”, lançado em novembro de 2016 e indicado ao Grammy Latino, que o rapper paulista Rael desembarca em Belo Horizonte para uma apresentação, neste sábado (13), no Distrital.

Apesar dos quase três anos que separam o lançamento do álbum e o show na capital, o rapper paulista sublinha a atualidade do repertório, que fala de amor, mas também de temas políticos e sociais. “Ainda está atual e, infelizmente, as coisas vêm piorando. Vivemos uma tensão no país. Aconteceram muitas coisas em um espaço curto de tempo. As pessoas estão inseguras, com medo. É um país dividido por questões econômicas e raciais. É o Brasil de 1500 versão 2019”, define.

E se a situação sociopolítica não parece ser das mais animadoras, a música e a cultura surgem com uma potência fundamental neste contexto. “Elas são um lugar onde as pessoas podem extravasar e se sentirem em uma unidade. A vida não é só amargura e temos o direito de sermos felizes independente do que esteja acontecendo no mundo. A música traz um pouco de utopia, de luta”, acredita.

Show

Embora o repertório seja formado por canções do “Coisas do Meu Imaginário” e também de trabalhos anteriores lançados pelo rapper, como os hits “Envolvidão” e “Minha Lei”, o paulista também traz novidades para Belo Horizonte. No setlist do show, ele apresenta o single “Flor de Aruanda”, canção lançada no final de março e que abre o novo projeto de Rael (que deve ser lançado ainda neste semestre). "A música surgiu no começo do ano passado e, no meio do ano, fui convidado para ir a Luanda, onde o clipe foi gravado".

Na canção, ele mergulha nas simbologias das religiões africanas. "Aruanda é conhecido como o paraíso nessas religiões e na música, a Flor de Aruanda é essa mulher que vive onde estão os Orixás", explica.

Assista ao clipe: