Renato Russo ganha biografia revista e ampliada

Thais Oliveira
taoliveira@hojeemdia.com.br
18/10/2016 às 10:51.
Atualizado em 15/11/2021 às 21:16

Renato Russo(1960-1996) ainda era Renato Manfredini Junior quando deixou, aos 13 anos, o Rio de Janeiro, onde nasceu, para morar na capital federal. Brasília tinha a mesma idade à época; foi fundada menos de um mês depois do nascimento do ícone do rock nacional. Esse detalhe chamou a atenção do jornalista Carlos Marcelo, autor da biografia “Renato Russo – O Filho da Revolução” (Editora Planeta, 464 páginas). 

Publicado em 2009, o livro ganha, no mês em que a morte do artista completa 20 anos, uma versão revista, atualizada e ampliada. O lançamento ocorre nesta quarta-feira (19), durante o “Sempre um Papo”, às 19h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. 

O autor explica que o livro surgiu da vontade de preencher uma “lacuna na história”. “Quis contar como foi o tempo em que Renato morou em Brasília”, diz. A fase em questão foi marcada pela ditadura militar. “Mas graças a ele, ao Legião Urbana e a outras bandas, saiu da ‘cidade do poder’ uma expressão artística, uma manifestação cultural”, diz o autor. 

O livro enfoca nessa transformação do adolescente em líder da maior banda de rock do Brasil. Por isso, manuscritos com os planos ambiciosos do iniciante Renato foram reproduzidos na publicação, bem como rascunhos de canções que se tornariam sucesso, como “Faroeste Caboclo”, “Eduardo & Monica” e “Tempo Perdido”. Também há letras vetadas pela ditadura militar. 

Novidades

Na nova edição, contudo, um capítulo sobre os últimos anos vividos pelo ícone foi acrescentado para o contentamento dos fãs. “Alguns leitores acharam que o período final de Renato tinha sido falado de forma abreviada”, justifica. 

Entre os novos entrevistados, estão músicos que conviveram com Renato Russo nos últimos momentos de vida dele. Marisa Monte também aparece. “Poucos sabiam que os dois fizeram uma parceria, a música ‘Celeste’. Ela gravou essa música depois da morte dele. No livro, Marisa reconstitui a amizade com Renato”, adianta o escritor.

Surpresas

Intenso como era, Renato Russo deixou grande legado também na reta final de vida, fato que intrigou o jornalista. “Mesmo naquelas circunstâncias, com depressão e HIV, ele produziu dois discos solos e três materiais para o Legião Urbana”, diz.

O repertório criado nos últimos tempos é outro ponto que Carlos destaca. “Mesmo cantando outras pessoas, Renato transformou esses discos individuais num repertório pessoal. Em um álbum (Equilíbrio Distante, 1995), cantou em italiano, coisa que tinha se tornado brega, mas que redescobriu e conseguiu atingir um público que não era só da Legião”, destaca.

A reedição consumiu mais de um ano e meio de trabalho, rendendo cerca de 50 páginas ao livro. Ao todo, são mais de dez anos de pesquisas e cerca de 120 entrevistas. “Foi a reportagem mais longa e trabalhosa que fiz na minha vida”, brinca, ao frisar que todo o conteúdo foi revisitado e ganhou contribuições.

Serviço:

"Sempre Um Papo" com o jornalista e escritor Carlos Marcelo, autor de “Renato Russo – O Filho da Revolução”

Data: Quarta-feira (19)

Horário: 19h30

Local: Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Penna, 1537, Centro)

Informações: (31) 3261-1501 - www.sempreumpapo.com.br

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