“Desde 2003, procurando a interseção entre o pesado e o bonito”. Essa é a descrição da banda norte-americana Rosetta, um dos ícones mundiais do post-metal contemporâneo. O grupo toca pela primeira vez em Belo Horizonte no sábado, dividindo o palco d’A Autêntica com os mineiros do Carahter e os paulistanos do Labirinto. 

Formada na cidade da Filadélfia, o Rosetta é conhecido por incorporar elementos de diferentes gêneros da música pesada, tais como o hardcore, o doom e o sludge metal. O grupo, que conta com seis discos na bagagem, guarda semelhanças estéticas com o Labirinto, que lançou recentemente o elogiado “Divino Afflante Spiritu”, terceiro disco da carreira. 

Foi essa liga que motivou a turnê pelo Brasil, que encontrou em BH a importante parceria com o Carahter, banda emblemática do metal alternativo na cidade. “Essa conexão começou com o Labirinto, que tem muita afinidade musical e ótima relação com a gente. Quando disseram que estavam fazendo a turnê do Rosetta, decidimos somar forças na organização, cumprindo o papel do underground, do faça você mesmo. São bandas de metal, mas com atitude punk”, explica o vocalista Renato Rios Neto. 

Para ele, o som das três bandas se completa na inventividade e na subversão musical. “O Carahter tem a brutalidade, uma coisa quase primitiva; o Labirinto traz a pegada técnica do metal instrumental; e o Rosetta é mais melancólico e melódico”, afirma. “São bandas que quebram barreiras. Diferentes facetas da vitalidade desse metal mais moderno”.

SERVIÇO:
Rosetta, Labirinto e Carahter
Sábado, às 21h, n’A Autêntica (Rua Alagoas, 1.172 – Savassi)
Ingressos: R$ 50 (na porta)