O baterista da banda RPM, Paulo Antônio Pagni, está internado em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), informou a assessoria de imprensa da Showtime 19, empresa que trabalha para a banda. Na tarde deste domingo (2), em uma publicação no Facebook oficial, o grupo havia comunicado o falecimento em comunicado assinado conjuntamente por Fernando Deluqui, Luiz Schiavon e Dioy Pallone.

Mais conhecido como P.A, o músico, de 61 anos, luta contra uma fibrose pulmonar. Neste sábado (1), o baterista completou 61 anos.

Na nota publicada de forma equivocada, a banda pedia compreensão no momento de dor e boas vibrações. "Infelizmente temos a tristeza de anunciar o falecimento do nosso querido e eterno baterista, Paulo Antônio Figueiredo Pagni, o P.A. Nosso irmão partiu poucos momentos atrás, mas seu legado será eternamente lembrado."

Publicação foi retirada do ar do Facebook da banda, mas continuou na página pessoal de Deluqui

Após a divulgação da informação correta, a publicação que informava a morte do artista foi retirada das redes sociais da banda e não está mais disponível. O nome de Pagni chegou a ficar nos Trending Topic's, lista de assuntos mais comentados do domingo, durante esta tarde.

Equívoco

Por volta das 18h30, contudo, o guitarrista do RPM, Fernando Deluqui, voltou atrás, explicando o equívoco. Segundo o guitarrista, ele teria recebido uma ligação do hospital onde o amigo está internado, dizendo que P.A. havia morrido. O músico então teria ligado para o médico que acompanha P. A., que confirmou a informação. Ele então passou na casa do baterista, pegou alguns documentos e, quando chegou ao hospital, descobriu que o amigo estava vivo. 

Veja o vídeo postado explicando a confusão. A publicação que confirmava a morte foi excluída do Facebook do RPM.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

O hospital cometeu um angano. O PA está vivo, mas em estado grave.

Uma publicação compartilhada por Fernando Deluqui (@fernandodeluqui) em 2019 às 2:33 PDT


No sábado, o ex- vocalista da banda Paulo Ricardo publicou uma foto com o baterista em seu perfil no Instagram com informações sobre a doença. "Ocorre quando o tecido pulmonar é danificado e forma cicatrizes, endurecendo e prejudicando a elasticidade e troca gasosa", dizia. No início da tarde deste domingo, a publicação foi deletada da rede social do cantor.

A banda

Sucesso na década de 1980, o RPM se separou várias vezes nos últimos anos. Após uma série de brigas e discussões, no ano passado a banda anunciou que iria voltar a compor sem a participação de Paulo Ricardo nos vocais, uma atitude decidida após disputa judicial.

No mais recente anúncio, a banda disse que sairia em turnê com nova composição: Dioy Pallon (voz e baixo), Fernando Deluqui (voz e guitarra), P.A. na bateria e o tecladista Luiz Schiavon, fundadores da banda.

* Com Estadão Conteúdo