Presidente da Fundação Clóvis Salgado, entre os anos de 2011 e 2013, Solanda Steckelberg será a principal interlocutora do governo mineiro com os setores da cultura. Com grande experiência em gestão cultural, nas esferas pública e privada, ela assume a função de secretária-adjunta da Secretaria de Cultura do Estado com a missão de dar uma “dimensão estratégica para a cultura”.

Convidada pelo secretário Marcelo Matte, Solanda será nomeada apenas na sexta-feira, mas na tarde desta segunda já foi apresentada à equipe e começa a trabalhar na pasta, tornando-se o “nome forte” da cultura no Estado. Após a reforma administrativa, quando aprovada a fusão das secretarias de Cultura e Turismo, o cargo dela passará a ser o de Subsecretária de Cultura.

“Não responderei pelo turismo, pois haverá um outro subsecretário para esta área, mas evidentemente trabalharemos em diálogo, com as duas estruturas montadas sob a orientação de Matte”, registra Solanda, em entrevista ao Hoje em Dia. Ela estava à frente da Vivas Cultura e Esporte, empresa da qual se afastará das funções gerenciais e administrativas, deixando  o comando para a sócia majoritária e diretora Luisa Rubião.

A secretária-adjunta adianta que seus primeiros passos serão no sentido de fazer um diagnóstico do setor. Para isso, considera fundamental abrir o diálogo com os artistas e os produtores. “Não existe maneira de gerir políticas públicas sem planejar, sem executar junto com a sociedade e com o setor. Ter todos os players como nossos pares é mais do que vontade. É uma obrigação”, afirma.

Ciente das necessidades prioritárias para a cultura, em especial a Lei de Incentivo à Cultura, que ainda não teve definido o teto de abatimento no ICMS para aplicação em projetos culturais pelas empresas, Solanda salienta “ter urgência em fazer acontecer, em dar certo e retomar o que precisa ser retomado”. Para ela, a cultura é fundamental para o desenvolvimento sócio-econômico.