Sonia Braga não quis saber de entrevista individual, só com a TV. Dedicou, de pé, alguns minutos ao repórter. Faz a médica, personagem que, quando não está bêbada, é um amor de pessoa (a definição está no diálogo do filme). Sonia segue gloriosa, icônica.

Mesmo ausente, você foi a rainha na noite de premiação do Cinema Brasileiro. Todas aquelas cenas, aquelas canções...

Vi pelo WhatsApp, todo mundo compartilhava comigo. As cenas de Dona Flor, A Dama do Lotação, Eu Te Amo. Todas aquelas canções que me acompanhavam na tela. Não adianta ter inveja. Fico pensando só se virão novas canções.
Como surgiu a sua médica?

Preciso antes entender a personagem, de onde ela brota. Domingas só tomou forma quando criei uma voz para ela. Foi muito mais simples de fazer porque a vejo dentro de uma história que é coletiva. Quero dizer também que dediquei essa personagem a Marielle (Franco) e que também quero saber quem matou Marielle.


Leia mais:
Sônia Braga não quer voltar a morar e fazer novelas no Brasil
Premiado em Cannes, Bacurau traz à tona questões brasileiras atuais
'Bacurau' conquista o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Lima