​Quem ainda não tinha sido apresentado ao termo em inglês “spin-off”, muito comum na TV e no cinema, já deve estar ouvindo falar de uma série derivada de “Game of Thrones”, um dos grandes sucessos recentes da televisão mundial. O “filhote”, que tem o título provisório de “The Long Night” (A Longa Noite), atualmente em produção, se passará 5 mil anos antes da trama original, enfocando a origem dos White Walkers e a Era dos Heróis.

Nos Estados Unidos, em que vale a máxima “quanto mais, melhor”, principalmente em produtos bem-sucedidos, a ideia de “spin-off” já faz parte da indústria audiovisual há pelo menos três décadas. E ocorre, geralmente, quando algum personagem secundário ganha destaque junto ao público, pela necessidade de expandir a história ou mesmo por questão de agenda – os intérpretes principais não podem mais se comprometer com os papéis.

No próximo mês, outro bom exemplo chegará às telas de cinema: “Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw”, nono filme de uma franquia que parece interminável. Desta vez, os personagens de Vin Diesel e Michelle Rodriguez, com seus carros envenenados, saem de cena para dar o protagonismo a Hobbs (Dwayne Johnson) e Shaw (Jason Starthan), que, nos longas anteriores, não se bicavam – detalhe que deve garantir muito humor entre as cenas de ação.

O que caracteriza “Hobbs & Shaw” como spin-off, além do fato de Dominic Toretto (Diesel), Letty Ortiz (Michelle) e outros não estarem na história, é que não há alteração na cronologia original. Por sinal, a Universal já anunciou “Velozes & Furiosos 9” para 2020, com a trupe toda de volta. É o mesmo princípio que norteia a saga “Star Wars”, que partiu para tramas paralelas em “Rogue One” (2017), buscando expandir detalhes mencionados nas primeiras obras.

Rogue One é um grupo ligado à Aliança Rebelde que consegue roubar os planos da Estrela da Morte. Para quem não se lembra, esta situação é mencionada nos letreiros do primeiro “Star Wars” lançado nos cinemas, em 1977. Foi o que possibilitou aos rebeldes ter “Uma Nova Esperança”, subtítulo do filme. Mas “Rogue One” não foi o primeiro spin-off desta franquia de ficção científica. Em 1984, foi lançado “Caravana da Coragem”, estrelada pelos Ewoks.

Feito para a televisão, o filme acompanha os seres que se parecem com bichos de pelúcia, na lua florestal de Endor, palco de uma importante batalha em “O Retorno de Jedi”, quando a raça ajuda a Aliança Rebelde a destruir um gerador de escudo. Um ano depois, foi exibido outro longa-metragem com os Ewoks, “A Batalha de Endor”. Criados em homenagem aos hobbits (de “O Senhor dos Anéis”), renderam uma série em desenho animado, produzida na mesma época.

Nas séries, os “spin-off” são bastante comuns. “Gossip Girl”, exibido entre 2007 e 2012, deverá ganhar um em breve. Dois sucessos recentes, “Walking Dead” e “Breaking Bad” tiveram sequências. E até o celebrado diretor Quentin Tarantino já pensou em enveredar por esta seara, ao levar para a telinha uma continuação da história de “Era uma Vez em... Hollywood”, ainda inédito nos cinemas.

SPIN

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