Atores no mesmo palco, de costas e a três metros de distância, no mínimo, mas que, graças ao recurso do chroma key, parecem estar contracenando juntos na tela, inclusive, com contato físico uns com os outros. “Não é cinema, nem teatro, só que bebe da fonte dos dois”, ressalta Fernando Bustamante, diretor e produtor da Cyntilante Produções, a respeito do que ele “patenteou” como teatro remoto.

Após ter feito alguns testes, por assim dizer, em peças como “A Bela e a Fera” e “Peter Pan”, a cia de teatro inaugura, de forma oficial, este formato neste domingo (26), com “Moana”, no teatro Feluma, em live a ser transmitida pelo Instagram e o Facebook do Diversão em Cena e o canal no YouTube da Fundação ArcelorMittal.

Segundo Bustamante, trata-se de um grande desafio aplicar este tipo de formato. “Conseguimos colocar no vídeo todos os atores juntos. E, paralelamente a isso, temos outros ganhos com esse recurso. Com a dinâmica do cenário virtual, ganhamos muito na concepção dos espetáculos”, pontua.

Ele acredita que, futuramente, o teatro remoto possa vir a se tornar uma tendência ou, ao menos, agregar de alguma forma. “Acho que assim como a fotografia, que passou do analógico para o digital, o teatro vai se apropriar um pouco dessa linguagem. Acredito que o teatro remoto será outro produto que vai caminhar junto com o teatro físico, na verdade, um complementando o outro. São produtos diferentes que podem caminhar juntos futuramente”, diz.

Moana

Dia dos Avós

Neste domingo, a peça “Moana” visa agradar ao público infantil e também fará uma homenagem aos avós. “No Dia dos Avós, teremos essa personagem, a avó da Moana, que direciona a trajetória e a aventura que a garota vai vivenciar durante sua história.  O que o público pode esperar é uma homenagem especial aos avós, porque toda a dramaturgia dessa live foi feita para tentar colocar essa personagem como protagonista ao lado da Moana”, comenta Bustamante.

História

Inspirada no filme ‘Moana’, da Disney, a live propõe brincadeiras e contação de história sobre a jovem Moana, a querida filha do chefe de uma tribo polinésia, escolhida pelo próprio oceano para reunir uma relíquia mística a uma deusa.