Questões ligadas à opressão da mulher perpassam “Rosa Choque”, que entra em cartaz nesta sexta-feira (1), no Galpão Cine Horto (Rua Pitangui, 3.613), seguindo em cartaz até 16 de maio. O espetáculo, na verdade, nasceu do “Festival de Cenas Curtas”, no qual, de quatro cenas selecionadas, uma se transforma em um novo espetáculo. Se na cena curta original o texto era assinado pelos dois atores em cena– Cris Moreira e Guilherme Théo, agora, na montagem que será apresentada ao público a partir de logo mais, a tarefa foi delegada a Assis Benevenuto e Marcos Coletta. “Chamamos eles para dar um olhar mais sensível ao texto, que é uma característica forte deles. Já a Cida (Falabella, que assina a direção) tem esse lado mais político, mais tenso, que deixa mais densa a história. Ou seja, o resultado é o equilíbrio entre essas duas coisas, mas, sim, a escrita também tem dedo nosso, como tem da Cida, foi tudo bem conversado”.

Em uma iniciativa instigante, na peça, os atores desempenham papéis trocados. Assim, Cris encarna uma delegada que interroga “Ele” (Guilherme), homem que sofre um estupro. “A ideia da inversão (de papéis) veio da discussão de como fazer o outro grupo entender o que acontece. Porque é isso, a gente fala fala fala, mas muita gente não cria empatia (com a questão)”. Mas Guilherme frisa que o homem é também vítima do machismo. “A gente pensa que só subjuga a mulher, mas também cerceia o homem, que, por exemplo, não pode chorar. Portanto, é um assunto que merece ser tratado, a partir da percepção de como as pessoas sofrem o efeito desta cultura”, conclui.

“Rosa Choque” – Dessa sexta-feira (1) ao dia 17. De sexta-feira e sábado, às 21h, e domingo às 19h. Galpão Cine Horto (Rua Pitangui, 3.613). Ingressos: R$20 e R$ 10 (meia). Informações: 3481 5580 ou galpaocinehorto.com.br