Música, dança, poesias e artes visuais reunidos num só espetáculo: "Semente: A Bandeira do Porvir". Com direção geral de Márcio Borges e Cláudia Brandão, o musical, que estreia amanhã e fica em cartaz até domingo (5) no Grande Teatro do Palácio das Artes, trata da relação homem e natureza em atos interligados por textos e poemas.

Participam os grupos Boca Livre (Davi Tygel, Zé Renato, Maurício Mendonça e Lourenço Baeta) e Cobra Coral (Flávio Henrique, Kadu Vianna, Pedro Morais e Mariana Nunes), com solos de Renato Braz, Cláudio Nucci e Helena Borges. Participam, ainda, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, a Companhia de Dança Palácio das Artes e o Coral Infanto-juvenil Palácio das Artes. "É um musical interativo de várias interfaces que tornam o espetáculo emocionante", diz Cláudia.

Ela adianta que o cenário do arquiteto e artista gráfico Gustavo Penna, composto por projetores de fotos e efeitos especiais, praticamente interage com o espetáculo. As letras das músicas terão lugar de destaque durante a apresentação, uma vez que serão representadas por imagens gráficas e videopoemas. "É um tema muito discutido no mundo todo. Eu e Cláudia sempre conversamos sobe isso até que surgiu a ideia de chamar nossos amigos e montar o espetáculo", diz Márcio Borges. Segundo ele, o nome "Semente" tem significado não só de um ser vivo como no sentido metafórico de trazer uma vida nova.

As canções serão orquestradas por Wagner Tiso, Maurício Maestro e Túlio Mourão. A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais será regida pelo maestro Marcelo Ramos e a coreografia da Companhia de Dança Palácio das Artes terá direção de Kênia Dias. Os textos poéticos são assinados por Márcio Borges e narrados em off por Milton Nascimento.