A percepção da dificuldade das pessoas na hora de tomar decisões e também da falta de ponderação em momentos de escolha foi o ponto inicial para que Uranio Bonoldi construísse a narrativa de “A Contrapartida” (Editora Valentina), livro que ele lança neste mês e que marca a estreia do escritor no mercado literário. 

Embora o tema tenha surgido da experiência de Bonoldi no mundo empresarial – além de ser professor, ele atua como executivo e consultor em gestão, governança corporativa e planejamento estratégico – o autor optou por uma linguagem bem diferente da usada no ambiente corporativo: a ficção.

Assim construiu a história de Tavinho, um rapaz que, desde jovem, precisa superar limitações intelectuais e lidar com o trauma de ter perdido o pai em um assalto.

“O que aconteceu em Brumadinho é um caso emblemático de como as escolhas e decisões podem afetar uma população de uma forma nefasta”
Uranio Bonoldi
Autor 

Inserido no gênero thriller, o enredo ganha ares sobrenaturais e misteriosos com a presença de uma espécie de poção mágica. Feito pela governanta, uma remanescente indígena de uma tribo amazônica já extinta, o elixir oferece ao protagonista o que ele precisa: inteligência. Mas o preço a pagar é caro. Cada ingestão significa o sacrifício e a morte de alguém.

Com esse enredo, que mira no público jovem adulto, o autor lança luz sobre a importância da análise das escolhas e os dilemas éticos envolvidos em cada decisão tomada.

“A obra chama atenção para o fato de esquecermos de refletir a cada ação feita por nós. Não pensamos que sempre há um reflexo muito importante na sociedade, nas pessoas próximas ou não”, pondera. 

“O que aconteceu em Brumadinho é um caso emblemático de como as escolhas e decisões podem afetar uma população de uma forma nefasta”, pontua o autor.