O corpo é o centro das atenções no terceiro disco de Tulipa Ruiz, “Dancê”, que ela apresenta nesta quarta-feira (3) ao público belo-horizontino. Ao realizá-lo, a artista fez questão de trabalhar sonoridades que convidassem o público a balançar pés, mãos e o que mais pudesse, mas també m levou o assunto para o centro de algumas das faixas.

Em “Proporcional”, a mais divertida das faixas do novo trabalho, os mais diferentes formatos corpóreos são tema. "Redondo, quadrado, reto. Cada um tem seu formato" diz um dos momentos. Em “Elixir”, o assunto é o momento de relaxamento: “apaga, filtra, manera. Massageia o esqueleto. A cuca, a cabeça, a traqueia”. Há ainda “Físico”, em que ela mostra como cada parte do corpo do amado pode despertar amor e desejo: Pintas pela pele. Pelos, tornozelo. Dedo, nuca, calcanhar, cabelo. Da boca pra fora. Fora de fora pra dentro”.

Talvez todo processo de letra e música de “Dancê” seja reflexo do desenvolvimento que a cantora demonstrou no palco durante a turnê do álbum anterior, “Tudo Tanto”. Quem a viu no final do ano passado pôde perceber que sua postura corporal durante a apresentação se tornou um trunfo tão impressionante quanto a potência vocal.

“A turnê desse disco contou com muitas viagens internacionais e fiquei me questionando o que eu poderia fazer para que o público pudesse compreender o que estava cantando. Foi quando percebi que eu podia traduzir as músicas com o corpo e passei a dar maior atenção ao meu corpo”, diz a artista nascida em São Paulo, mas criada em São Lourenço, no Sul de Minas.

Tulipa Ruiz no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537), quarta-feira (3), às 21h. Plateia 1: R$ 90 e R$ 45 (meia); Plateia 2: R$ 80 e R$ 40; Plateia Superior: R$ 60 e R$ 30

Confira alguns vídeos de Tulipa Ruiz: