Maria. "Um nome comum, às vezes quase divino". Ela tem sete anos, e a curiosidade aguçada, como costuma acontecer com as meninas dessa idade. A personagem central do recém-lançado livro "Maria Quer o Mundo", de Manoel Ricardo de Lima (SM Editora), é inquieta, gosta do mar (e de mapas)... e conversa muito. Algumas vezes, sozinha. Quando dá asas à imaginação, sai de baixo.

Maria não entende certas coisas. Estranha, por exemplo, quando, dentro do elevador, percebe, em torno, um bando de gente muda. Também acha bizarro o fato de alguns vizinhos nunca terem ido lá, em seu apartamento – que ela acredita ter sido construído meio "pra fora do prédio, meio pendurado".

Já deu para perceber que a nossa heroína se sente sozinha. Motivo pelo qual até um amigo imaginário ela tem: trata-se de um esquilo, de nome Dingo.

Nos grandes centros urbanos, existem, hoje, várias "Marias". Mesmo do sexo masculino. Vamos explicar: são crianças que acabam tendo que brincar sozinhas. Não é o que todas gostariam, mas às vezes, é o possível. O lado bom é que a imaginação é companhia para ninguém botar defeito...

Vale ressaltar, aqui, o belo traço ilustrativo de Rachel Caiano.