O grupo Estado Islâmico (EI) realiza na Síria um saque arqueológico em escala industrial, denunciou nesta quarta-feira (16) a Unesco, ressaltando a necessidade de lutar contra o tráfico de objetos de arte que servem para financiar o jihadismo. As imagens de satélite e o fluxo de objetos antigos observado nos mercados clandestinos são a prova de um "saque em escala industrial", através de "milhares de escavações arqueológicas ilegais", ressaltou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, em uma coletiva de imprensa em Sofía.

"Limitar o tráfico de objetos de arte é neste momento a prioridade número um", especialmente porque "serve para o financiamento dos extremistas", disse Bokova, convocando os países da UE, em particular, a "consolidar sua legislação para frear" este fenômeno. Paralelamente às destruições de caráter ideológico dos sítios antigos, o EI trava um importante tráfico de objetos antigos, escavados sem cerimônia neste país que é rico em patrimônio histórico.

Imagens de satélites da ONU mostraram no dia 1 de setembro a destruição pelos jihadistas do templo de Bel, tesouro da cidade antiga de Palmira, um "crime intolerável contra a civilização", segundo a Unesco.