Celebrado nesta quarta-feira (20), o Dia da Consciência Negra é importante para levantar na sociedade brasileira debates fundamentais para trilhar caminhos em nome de uma igualdade racial. Uma questão importante é como conversar sobre racismo com as crianças.

Elisama Santos, que tem um canal sobre educação não violenta, explica que não há fórmula pronta para lidar sobre o assunto com os filhos. Falar das origens históricas do preconceito e mostrar a importância da luta contra o racismo são caminhos possíveis. Mas antes mesmo de abordar a temática com as crianças, é importante que os próprios adultos enxerguem as muitas maneiras com que o racismo se manifesta socialmente.

Confira o vídeo em que ela trata do assunto:

Outra opção é apresentar para as crianças a leitura do livro infantil “MaríLia – a menina que não sabia que era preta” (Editora Soul), da escritora Chris Donizete. A obra que narra a história de uma garota negra de 7 anos que se depara com situações reveladoras do racismo institucional.

Por meio de um texto em rimas, a obra coloca em pauta os “pré-conceitos” que compõem nossa sociedade acerca do que é certo e do que é errado, do bonito e do feio, das diferenças culturais e raciais, além de destacar a importância da família na modificação deste cenário. O livro tem 44 páginas e preço médio de R$ 39,90.

marilia a menina que não sabia que era preta

Capa do livro "MaríLia, a menina que não sabia que era preta"

Leia mais:
A Consciência Negra no topo da pirâmide: 'não te deixam esquecer, você tem de provar que é bom'