Todos os três já cravaram seu nome nas páginas da noite belo-horizontina – mas longe de se sentirem protegidos em uma zona de conforto, resolveram se expor a riscos. Inquietos, Robinho, Deivid e Kowalsky juntaram forças e criaram a “Venenosa Hot Night”, que, no feriado do Dia do Trabalho, sexta agora, será aplicada a quem comparecer ao CCCP.

O cardápio musical tem uma diretriz básica: as músicas que embalaram a era dance, no final dos anos 70, início dos 80. Tempos em John Travolta influenciava toda uma geração com o seu Tony Manero. Mas os DJs resolveram ampliar o leque, inserindo também músicas atuais, mas que ecoam o som daqueles saudosos tempos. Entram em cena, pois, Bruno Mars + Mark Ronson – quem consegue ficar imune à energia de “Uptown Funk”? Ou resistir ao groove do Daft Punk (ainda que o último disco da dupla já contabilize quase dois anos)?

“Sou do meio eletrônico, portanto, estou fazendo um som que não é propriamente a minha área – mas amo ‘disco’, por isso estou participando (do projeto)”, diz Robinho, lembrando que essa é a quarta edição da “Venenosa”. “A ideia é que a festa seja mensal, mas o problema é conciliar as agendas”, diz o moço.

Na casa dos cinquenta, Robinho conta que, sim, viveu plenamente a era de ouro das discotecas. “Aos 13 anos, já estava dentro de uma discoteca belo-horizontina, certamente. Peguei aquilo tudo, minhas referências são aquelas”, esclarece, referindo-se a artistas como Donna Summer ou Barry White, ou a grupos como Kool and the Gang, Earth, Wind & Fire, Instant Funk ou A Taste of Honey. Para não citar Michael Jackson. Alguém aí lembrou de Shalamar, Chic, Daryl Hall & John Oates? E por que nacionais como Lady Zu e Frenéticas ficariam de fora?

Resumindo a ópera, música para ninguém ficar fora da pista. “É interessante, porque vários produtores e DJs usam samplers de músicas daquela época – às vezes, um simples trecho, em outras, grandes pedaços. Mas nem todo mundo que escuta sabe que se trata de músicas de anos atrás. E a gente aproveita para dar uma cutucada, mostrando que aquilo ali foi tirado daquelas décadas”.

Alta fidelidade

Ao contrário de Robinho, Deivid e Kowalsky estão habituados a trabalhar em parceria – no caso, com o projeto Alta Fidelidade. “Então, os dois têm está prática de dividir a noite. Eu não, mas tem sido muito bom. Não é ‘todos os três ao mesmo tempo’, mas cada um faz um set, de 40, 50 minutos”, finaliza ele.

Venenosa Hot Nihgt – Sexta, 1º, no CCCP (Rua Levindo Lopes, 358, Savassi). Entrada: R$ 30