A gíria paulistana “firmeza” se tornou o apelido do jovem Everton Rodrigues. Paulista radicado em BH há oito anos, o contrabaixista de 27 anos virou “Everton Firmeza” e se uniu a Fred Selva e Felipe Bastos para formar o Firmeza Trio.

O trio, que cumpre duas apresentações este final de semana pelo Verão Arte Contemporânea, traz um formato incomum: contrabaixo, vibrafone e bateria. “Sempre gostei de trios, mas queria fugir de formatos tradicionais”, explica o contrabaixista, de 27 anos.

Marcado pelo experimentalismo, o moço atesta que a junção destes três instrumentos permite mais possibilidades sonoras. “Conseguimos unir a poética dos sons com nossas influências musicais. Fazemos uma música abstrata e tradicional ao mesmo tempo”, comenta.

A sonoridade tem como base três eixos distintos: música brasileira, jazz e música experimental, dosadas na mesma proporção. Para os show desta sexta-feira e sábado, eles prepararam um repertório calcado no disco “Firmeza!” que será lançado ainda no primeiro semestre deste ano.

O álbum traz versões de clássicos como “Celso”, de Hermeto Pascoal, “Carioquinha”, de Waldir Azevedo, e “Partido Alto”, da banda Azymuth. O standard de jazz “On Green Dolphin Street”, teve sua estrutura invertida e recebeu uma versão ‘mais cerebral’. “Algumas faixas contam com poesias e citações ao longo da execução”, adianta.

O Firmeza Trio não é a única atração com ‘pegada experimental’ que entra na programação do Verão Arte Contemporânea entre hoje e amanhã. O Concerto SCHLAG!, formado por jovens artistas da música contemporânea une piano, violão, flauta, clarinete e percussão para executar uma performance sonora acompanhada de imagens projetadas em um telão. Fundado em 2013, o grupo mostra novas sonoridades para “velhos” instrumentos. O set lits que o púbico vai conferir na sala Sergio Magnani da Fundação de Educação Artística, é composto por obras de renomados compositores, como Alexander Schubert, Arthur Kampela, e Elliott Carter.

Aos amantes da música autoral mineira e belas vozes femininas, o festival leva o Coletivo A.N.A. ao Sesc Palladium. As oito integrantes terão a participação de Ná Ozzetti.

O show será baseado no disco “A.N.A” (2014), com as 11 canções interpretadas na íntegra por Irene Bertachini, Luana Aires, Luiza Brina, Laura Lopes, Deh Mussulini, Leopoldina, Leonora Weissmann e Michelle Andreazzi. A música “Uroboro” vai contar com a participação de Ná Ozzetti, que vem com suas composições “Os Enfeites de Cunhã” e “Miolo”.