Música pesada, maconha e bom humor: esse é o tripé estético que norteia o trabalho dos Fodastic Brenfers. A banda lança nesta quinta-feira (22), n’A Obra, seu primeiro disco cheio, intitulado “Green Album”. O registro traz oito faixas que serão apresentadas no show, cuja abertura fica a cargo dos também mineiros Aldan. 

Nascido em 2013, o grupo é formado por Porquinho e Pedro Maia (voz e guitarras), Marcos Batista (voz e baixo), e Raul Lanari (bateria) – que deixará a trupe após o show para dedicar-se à carreira acadêmica. Porquinho conta que “Green Album” – que precede os EPS “Jamaican Democracy” e “Quebéc” – marca um novo momento dos Brenfers. “Conseguimos chegar numa sonoridade própria, fugindo da estética do stoner rock, que é bem presente nos outros dois registros”, afirma. “Agora, já temos uma convivência de banda, fizemos turnês por três estados, abrimos shows do Dead Fish. Conseguimos colocar no disco referências de cada um dos integrantes”, completa.

Para o músico, o álbum tem uma identidade própria, que foge do “cosplay de roqueiro, white people tocando Black Sabbath”. “O disco tem punk rock, em ‘Bolso Secreto’; grunge, em ‘Planeta Brenfa’; rock setentista, em ‘Brisadeiro’. São composições minhas, do Batista e do Pedro, e foi possível cada um participar mais do trabalho do outro”, completa, refletindo sobre a temática das letras. 

“A resina da maconha é o que une as músicas. Somos maconheiros e, para nós, é natural falar sobre o assunto”, afirma. “Mas queremos tratar isso de forma irreverente, tornando o debate mais natural. Por isso, há momentos mais sérios, de posicionamento político, e outros mais fantasiosos, como em ‘Bongarella’, história de uma amazona que tem poderes ‘canábicos’ e pilota uma nave chamada bong”, diverte-se. 

Serviço: Fodastic Brenfers apresenta “Green Album”. Quinta-feira (22), às 22h, n’A Obra (rua Rio Grande do Norte, 1.168, Funcionários). Ingressos: R$ 15.