Viajar é sempre bom, mas com a inflação nas alturas, dólar caro e taxas como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) beirando os 7%, não dá para “viajar na maionese”. E o jeito é pesquisar a fundo para que sua viagem não se torna um martírio. Mas com organização e pé no chão dá para passear numa boa.

A primeiríssima coisa a se fazer é estipular o teto da de custos. Não adianta sair de férias se for para sofrer com o extrato do cartão de crédito ou passar aperto no meio do passeio. Então seja prudente e estabeleça o limite de custos, incluindo pacote e gastos diários.

Baixa temporada
Uma boa opção é pesquisar por pacotes promocionais em agências de turismo, principalmente para destinos em baixa temporada. Mas é preciso atenção. Não bata o martelo de imediato.
Estude os orçamentos, os serviços inclusos, a localização do hotel, os horários de voos e outros detalhes que geralmente passam despercebido e depois que o contrato é assinado, qualquer alteração implica em gasto extra.
Para ajudar o viajante, a internet é uma ferramenta eficiente e é fácil descobrir boas opções. Fuja dos períodos de férias, em que há aquecimento de demanda.
Alguns destinos tem peculiaridades muito distintas para definir a alta e baixa temporada, na maioria das vezes influenciadas pelas condições climáticas. Dessa forma, vale uma busca em sites de informações do tempo como Weather Channel, que informam histórico do clima.
Opiniões
Nem sempre o mais barato é o melhor, e vice e versa. Blogs de viajantes e sites como TripAdvisor oferecem muitas informações sobre os destinos e atrações que são bastante valiosas para evitar aborrecimentos.
Alimentação
Procure opções que, além do café da manhã, incluam serviços como almoço ou jantar, pois é um alívio no gasto diário. A regra vale tanto para destinos nacionais, quanto internacionais. Por aqui a inflação tem impactado no preço nos cardápios. E no exterior, é preciso ter em mente o custo da conversão. Se o destino for Europa ou Estados Unidos, basta multiplicar por quatro ou 4,5 para fome passar.
Traslado
A maioria das empresas teimam em incluir serviços como traslado do aeroporto para o hotel e retorno. Muitas vezes o custo da comodidade pode impactar em mais de 25% no custo da viagem.
Aqui a regra é pesquisar a distância entre o hotel e o aeroporto e calcular quanto seria o gasto médio de taxi. Numa busca rápida na internet é possível descobrir o custo da bandeirada. Avalie também o custo da locação e preço do combustível local.
Dinheiro
Quando se está diante do agente de viagem a única noção de custo que geralmente se tem é do preço do pacote. Uma boa dica é fazer uma conta de 100 moedas locais para cada dia de viagem por pessoa para se ter uma média de quanto será gasto.
 Por exemplo: Uma família de quatro integrantes viajando por 10 dias nos Estados Unidos necessitaria de pelo menos US$ 400 diários (R$ 1.460) para gastos com alimentação, transporte, ingressos e extras como com farmácias de mais gastos que não são contabilizados.
Vale lembrar que não se trata de regra exata, mas serve de orientação no planejamento inclusive para viagens dentro do Brasil.
Com todos os gastos dentro do orçamento, localização e passeios definidos, só falta fazer as malas conforme o clima do destino. Assim se evita ter que comprar peças a qualquer custo a centenas de quilômetros (ou milhares) de casa!