Chegou a hora. Para milhares de fãs do universo expandido criado no cinema em torno dos super-heróis da Marvel, a estreia de “Vingadores – Ultimato”, nesta quinta-feira (25), representa o clímax de uma história iniciada há 11 anos, com “Homem de Ferro”. De lá para cá, foram apresentados 21 filmes e 11 séries, todos interligados para que um desfecho grandioso se concretizasse agora.

Dividido em duas partes, o final começou a se desenhar no ano passado, com “Vingadores – Guerra Infinita”, quando o vilão Thanos se mostrou praticamente insuperável, destruindo vários dos heróis. A angústia e a expectativa sobre o futuro destes personagens deverá fazer de “Ultimato” a maior bilheteria de 2019.

O clima de despedida – muitos heróis deverão aposentar a capa para dar lugar a outros, como X-Men e Quarteto Fantástico, que, até então, não tinham se integrado a este universo por pertencerem a outro estúdio – é propício para balanço, estimulado inclusive pelos diretores de “Ultimato”, Anthony e Joe Russo, que vêm abordando um filme a cada dia, no Instagram.

O fã Fabrício Vilas Boas aponta, como o melhor longa-metragem do universo Marvel, para “Guerra Infinita”, chamando a atenção para a intensidade da trama, “com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo”. E a figura de Thanos se sobrepõe. Vilas Boas repete as palavras dos irmãos Russo, sobre o primeiro capítulo do final não ser sobre os Vingadores e, sim, sobre Thanos. “Ele se considera um herói, por estar cumprindo a própria missão com justiça”.

Para Henry Bernardo, “Soldado Invernal” é o que deu a legitimidade final para que a Marvel se consolidasse como grande produtora de filmes de super-heróis. “É uma obra com personagens da Marvel, mas, se substituíssemos os heróis por pessoas normais, ainda assim, teríamos um excelente filme de espionagem, que nada fica a dever ao dito ‘cinema sério’. Aliás, essa foi a grande jogada de inteligência da Marvel, conduzindo alguns dos filmes por gêneros e subgêneros consolidados”, analisa.

E as séries? Quais foram as melhores? “Demolidor” é a escolha de Henry Bernardo e Fabrício Vilas Boas, que também destaca “Agente Carter”. “Apesar de ser sutil, a ligação de Demolidor com todo o universo do cinema está lá, bem estabelecida e definida”, observa Bernardo

Herói número 1

As opiniões se encontram em relação ao melhor herói da franquia – Capitão América, o líder desta formação dos Vingadores. Fabrício Vilas Boas destaca o fato de os filmes enaltecerem a figura do defensor da liberdade e da justiça estampada pelo ator Chris Evans. “Não tem outro ator que possa fazer o papel. Ele virou o Capitão América”, assinala. 

Bernardo faz coro ao colega, em relação ao casamento entre ator e herói. “Dá pra ver, claramente, que ele entendeu o personagem. Patriota, mas não um fanático. Correto, mas disposto a fazer o que é certo, mesmo que por caminhos tortuosos. Super, mas ainda assim humano e cheio de falhas. O lutador e soldado supremo, disposto a morrer pelo que acredita. Enfim, o herói por excelência”, sublinha.

Pura emoção

Cada fã tem aquele momento de maior emoção que guarda com carinho. No caso de Vilas Boas, é a cena da batalha final em “Capitão América – Guerra Civil” (2016), quando os heróis se dividem em dois grupos e lutam entre si. “O antagonismo entre o Capitão e o Homem de Ferro sempre existiu, mas neste filme é elevado, a ponto deste pegar o escudo, feito pelo pai, e dizer que o Capitão não o merece”.

Bernardo opta pela chegada de Thor, Rocket Racoon e Groot em Wakanda, na batalha contra as forças de Thanos em “Guerra Infinita”. “Esperei por aquele momento a vida toda, pois é exatamente o que o Thor fez nas HQs em diversas ocasiões: ele chega para desequilibrar as lutas, estabelecer que as forças do bem têm um deus em suas fileiras, e que daquele momento em diante, como disse o Bruce Banner na cena, ‘ agora vocês estão ferrados’”, detalha.
 

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