Foi reunindo canções feitas em vários momentos da vida – há registros de 1977, outros que datam 1994, e os mais recentes produzidos há cerca de dez anos – que o músico Juarez Moreira deu forma ao disco “Cine Pathé”, trabalho que lança nesta terça-feira (13) no Grande Teatro do Sesc Palladium.

A escolha por canções de diferentes épocas teve um motivo. “Sou uma pessoa muito dedicada à musica instrumental e queria que as pessoas conhecessem também esse meu outro lado, para saberem que em alguns momentos as minhas músicas ganham letras”, conta o artista.

As melodias de Juarez aparecem acompanhadas de um time de peso, com letras de grandes compositores como Fernando Brant, Murilo Antunes, Paulinho Pedra Azul, Celso Adolfo, Chico Amaral e Simone Guimarães. “É um luxo estar sendo interpretado por esse cantores, tudo isso me orgulha”, elogia o artista.

Embora as letras sejam trabalho dos compositores, o artista ressalta que há um pouco dele em cada canção. “Todos tinham uma relação pessoal comigo, sabiam o que eu estava vivendo”, conta.

Dentre as faixas do disco, há uma canção claramente inspirada na história de Juarez. “A música ‘Belo Horizonte’ recebeu a letra do Fernando Brant, que me confessou que tinha feito para mim, contando a minha história. A letra fala um pouco disso, de uma pessoa que sai do interior e vem para a cidade grande”.

Quanto à sonoridade, o músico embarca na nostalgia. “Passa pelo gênero da MPB, tem uma ou outra influência do Clube da Esquina, mas é muito do que eu vi nos anos 70 no universo da canção do país”, diz.

O título do disco – nome também de uma das canções do álbum – embarca no mesmo sentimento. “Nos anos 70, na época da ditadura, vivíamos um momento muito peculiar e recorríamos ao cinema como nosso ponto de refúgio”, conta.

Serviço: Juarez Moreira lança o disco “Cine Pathé”, nesta terça-feira (13), às 21h, no Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046 – Centro). Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)