Wanda Sá faz uma bela homenagem aos bossa-novistas

Pedro Artur - Hoje em Dia
01/12/2014 às 08:00.
Atualizado em 18/11/2021 às 05:13
 (Daryan Dornelles)

(Daryan Dornelles)

Se João Gilberto, para muitos, seria “a” cara masculina da bossa nova, a feminina pertenceria, naturalmente, a Wanda Sá. Em toda a carreira, a cantora defendeu com unhas e dentes o gênero que nasceu no Rio de Janeiro dos anos 1950 e ganhou o mundo. E nada melhor do que comemorar esses 50 anos de estrada e 70 de vida com o CD e DVD “Wanda Sá Ao Vivo” (Biscoito Fino), com clássicos em todos os tons da bossa, que fizeram sucesso ou foram assinados por gente como Carlos Lyra, Johnny Alf, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Baden Powell....

“O Brasil é um país de cantoras, de vozes femininas. Todo dia, aparecem, aqui, umas quatro novas cantoras (brinca). E o meu diferencial é continuar com a bossa nova. Preferi ficar no meu canto, no meu lugarzinho, que ninguém vai tirar. Sou muito feliz assim, e ainda há tantas pérolas a serem mostradas. É uma fonte inesgotável; fico bem”, ressalta a cantora, que lançou o primeiro LP “Wanda Vagamente”, em 1964.

Para esse novo trabalho, ela procurou um repertório com a marca registrada da bossa nova. “Sempre tenho a preocupação de mostrar compositores da bossa nova que não são, assim, nem muito gravados ou prestigiados”, afirma.

Assim, o disco registra, por exemplo, o talento de Durval Ferreira (faixa “E Nada Mais”), que gravou seu primeiro disco quando tinha 70 anos e que teria uma quantidade incrível de músicas. E Johnny Alf (“O Que É Amar”), que influenciou compositores da bossa nova. “E meus amigos, como Marcos Valle, que conheci aos 16 anos, Carlinhos Lyra e meu mestre, João Donato. Só não está presente o (Roberto) Menescal, que estava em Las Vegas, para uma homenagem do Grammy Latino”, explica. Outra participação é a da cantora americana Jane Monheit.

OURO PRETO

Para sorte dos amantes mineiros da bossa nova, Wanda Sá vai lançar o DVD em Ouro Preto no próximo sábado, às 21h30, no festival “Tim Tudo é Jazz”.

“A minha produtora disse para a Maria Alice Martins (idealizadora e curadora do festival): ‘vamos juntar tudo’. Fico feliz porque meu avô, Francisco Sá, foi estudante em Ouro Preto, depois senador por Minas. Tenho minhas raízes aí também”, diz essa carioca da gema – descende diretamente de Salvador Corrêa Sá (1547- 1631), que foi governador-geral do Rio de Janeiro.


 

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