Será a primeira vez para Zeca Baleiro. E para o belo-horizontino não deixa de ser também, já que a subida do cantor maranhense ao palco do Cine Theatro Brasil, na noite deste sábado, marcará o primeiro grande show feito de forma presencial na cidade – o último tinha sido o de Paula Toller, no Chevrolet Hall, em 13 de março, pouco antes de os espaços culturais serem compulsoriamente fechados devido à pandemia.

“Fiz, além de lives, um show em drive-in no aniversário da Rádio Nova Brasil, há duas semanas, em São Paulo. A volta de fato será neste show em BH. Imagino que o público estará tão ávido quanto eu. Isso vai compensar os ‘buracos’ na plateia”, registra Baleiro, referindo-se às poltronas vazias devido ao distanciamento social, com a casa de espetáculos só podendo receber 50% da capacidade.

A grande pergunta é como será a reação do público nesta fase de retomada, se a “normalidade” levará mais ou menos tempo do que o esperado. “Estamos todos buscando saídas para mantermos vivas as atividades artísticas. Todas são válidas e interessantes, embora nenhuma substitua a alegria e a vibração de um show de verdade, a troca de calor, os aplausos e a interação sempre imprevisível que acontece no show ao vivo”, analisa.

Sem arte
Baleiro acredita que as lives ficarão como um formato alternativo possível, com a volta do “ao vivo” sendo gradual. “As pessoas estão assustadas, e com razão. Por outro lado, é difícil viver sem arte e, sobretudo, sem música”, pondera o artista, que apresentará em BH o trabalho “O Amor no Caos, Voz e Violões”. Para os que estão no primeiro grupo (dos assustados), o Cine Brasil fará a transmissão do show, que originalmente só teria versão on-line. 

Ele estava marcado para acontecer hoje, mas com a reabertura de grande parte do setor cultural a partir de amanhã, a atração pulou um dia e ganhou a presença do cantor. Os ingressos – para se assistir em casa ou no teatro – podem ser adquiridos pelo site, ao preço de R$ 10 (R$ 5, a meia). “Este é um show de violões, eu e Tuco Marcondes apenas. Tocaremos músicas dos discos mais recentes, como os dois volumes de “O Amor no Caos” e “Canções d’Além-Mar”. Além dos sucessos, claro”, avisa Baleiro.